O retropreparo na microcirurgia perirradicular adequada deve ser realizado com _____ e deve possuir, no mínimo _____ da porção apical, limpo e conformado. Assinale a que completa corretamente as lacunas da sentença acima.
- A)brocas esféricas – 1mm
Errada, porque brocas esféricas não são a escolha adequada para o retropreparo moderno, além de não serem o padrão para a conformação precisa exigida na microcirurgia perirradicular.
- B)brocas troncocônicas – 3mm
Errada, porque brocas troncocônicas não representam a técnica preferida para retropreparo e o valor de 3 mm não se associa a esse instrumento nesta questão.
- C)brocas troncocônicas – 5mm
Errada, porque embora cite brocas troncocônicas, o comprimento de 5 mm foge do mínimo cobrado para o retropreparo adequado.
- D)insertos ultrassônicos – 3mm
Certa, porque o retropreparo em microcirurgia perirradicular deve ser realizado com insertos ultrassônicos e ter, no mínimo, 3 mm da porção apical limpos e conformados.
- E)insertos ultrassônicos – 5mm
Errada, porque o comprimento de 5 mm não corresponde ao mínimo usualmente exigido para o retropreparo, apesar de usar insertos ultrassônicos.
Gabarito: D
Na microcirurgia perirradicular, o retropreparo é a etapa em que a extremidade da raiz recebe um preparo pelo acesso apical, depois da apicectomia. A ideia é simples: criar uma cavidade bem limpa, centrada no canal e com retenção suficiente para receber o material retrobturador. Aqui, a tendência moderna é usar insertos ultrassônicos, porque eles permitem um preparo mais conservador, alinhado ao eixo do canal e com melhor controle da profundidade. O ponto-chave da questão é o tamanho mínimo do preparo apical. Em regra, o retropreparo adequado deve ter pelo menos 3 mm da porção apical limpos e conformados. Esse detalhe é muito cobrado em prova porque separa a técnica atual das abordagens mais antigas, que tinham mais risco de desvio, desgaste excessivo e microtrincas. Por isso o gabarito é a letra D: insertos ultrassônicos e 3 mm. Os ultrassônicos são preferidos justamente por favorecerem um preparo mais preciso e conservador, especialmente em cirurgia parendodôntica moderna. A lógica da FGV aqui é cobrar a técnica que hoje é considerada padrão de qualidade, não a que mais parece "forte" ou "agressiva". Em resumo: se a questão falar em retropreparo na microcirurgia perirradicular, pense em ultrassom e em preparo apical curto, bem controlado, geralmente com 3 mm. É o tipo de detalhe que a banca adora transformar em armadilha.