Segundo a classificação dos sistemas de canais radiculares proposta por Vertucci, um canal tipo III caracteriza-se por apresentar
- A)um único canal que se estende da câmara pulpar até o ápice.
Errada, porque descreve o tipo I de Vertucci, com um único canal do início ao fim.
- B)dois canais que deixam a câmara pulpar e se juntam próximo ao ápice para formar um único canal.
Errada, porque corresponde ao tipo II, em que dois canais saem da câmara e se unem antes do ápice.
- C)um único canal que deixa a câmara pulpar, se divide em dois dentro da raiz e, então, se funde para terminar como um canal.
Certa, porque representa o padrão 1-2-1: um canal único que se divide em dois e depois volta a se unir.
- D)dois canais separados e distintos que se estendem da câmara pulpar até o ápice.
Errada, porque descreve o tipo IV, com dois canais separados e distintos até o ápice.
- E)um único canal que deixa a câmara e se divide em dois canais separados e distintos, com forames apicais separados.
Errada, porque corresponde ao tipo V, quando um único canal se divide em dois canais separados com forames apicais distintos.
Gabarito: C
A classificação de Vertucci descreve o formato dos canais radiculares de forma bem prática, quase como um “mapa” do caminho que o canal faz dentro da raiz. Isso ajuda muito na Endodontia porque a anatomia interna nem sempre é linear: às vezes o canal nasce único, se divide e depois volta a se unir. É aí que mora a graça da questão. No tipo III, o percurso é: um único canal sai da câmara pulpar, se divide em dois dentro da raiz e, depois, esses dois trajetos se juntam novamente para terminar em um único canal/apical. Em outras palavras, é o famoso padrão 1-2-1. Por isso, a alternativa C está correta. As outras opções descrevem outros tipos da classificação: há canal único reto, dois canais que se unem perto do ápice, dois canais distintos até o ápice e também o padrão em que um canal se divide e termina em dois forames separados. A banca gosta justamente dessa troca de caminhos, então vale decorar a lógica dos números, não só o nome do tipo. Na prática clínica, essa variação anatômica importa porque influencia instrumentação, irrigação e obturação. Se você entende o desenho do canal, erra menos na hora de localizar, negociar e tratar o sistema de canais.