Historicamente, diversos materiais de reparo já foram indicados para o vedamento de perfurações. No entanto, vem demonstrando expressivos resultados, quando comparado a materiais anteriormente usados, em relação às propriedades biológicas, físico-químicas e mecânicas o uso de
- A)amálgama de prata.
O amálgama de prata foi usado historicamente, mas apresenta limitações biológicas e de vedamento para perfurações, por isso não é a melhor escolha.
- B)cimento de ionômero de vidro.
O cimento de ionômero de vidro pode ter utilidade em algumas situações restauradoras, mas não é o material de referência para vedamento de perfurações.
- C)cimento de óxido de zinco e eugenol.
O cimento de óxido de zinco e eugenol tem uso consagrado em outras situações, porém não oferece o desempenho superior esperado para reparo de perfurações.
- D)MTA (agregado trióxido mineral).
O MTA é o material que melhor se destaca em biocompatibilidade, vedamento e propriedades físico-químicas e mecânicas para esse tipo de reparo.
- E)resina composta.
A resina composta é material restaurador, mas não é indicada como primeira opção para vedamento de perfurações por não reunir as características ideais.
Gabarito: D
Quando falamos em reparo de perfurações, a ideia é usar um material que vede bem, seja bem tolerado pelos tecidos e ainda ajude o organismo em vez de irritar a região. Por isso, a odontologia foi deixando para trás materiais mais antigos e menos previsíveis, buscando opções com melhor comportamento biológico e melhor adaptação ao local. Em prova, esse assunto costuma aparecer como comparação entre materiais clássicos e os mais modernos. O grande destaque aqui é o MTA, o agregado trióxido mineral. Ele ganhou espaço porque apresenta excelente biocompatibilidade, bom vedamento marginal, ação favorável na formação de tecido mineralizado e boa performance mesmo em ambiente úmido. Além disso, suas propriedades físico-químicas e mecânicas são superiores às de vários materiais historicamente usados para esse tipo de reparo. Na prática, isso o torna muito lembrado em perfurações de canal, capeamentos pulpares, retrobturações e outros reparos endodônticos. Em linguagem de prova: quando a banca fala em material com resultados expressivos em propriedades biológicas, físico-químicas e mecânicas, ela está apontando para o MTA quase com luz neon piscando. Então, o gabarito está na letra D porque o MTA reúne justamente o que se espera de um material de reparo moderno: vedamento eficiente, boa resposta tecidual e desempenho técnico melhor do que amálgama, ionômero, óxido de zinco e eugenol ou resina composta. É o tipo de material que ficou famoso por fazer mais e reclamar menos.