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Odontologia · FGV · 2023

Questão comentada de Odontologia

Historicamente, diversos materiais de reparo já foram indicados para o vedamento de perfurações. No entanto, vem demonstrando expressivos resultados, quando comparado a materiais anteriormente usados, em relação às propriedades biológicas, físico-químicas e mecânicas o uso de

Gabarito: D

Quando falamos em reparo de perfurações, a ideia é usar um material que vede bem, seja bem tolerado pelos tecidos e ainda ajude o organismo em vez de irritar a região. Por isso, a odontologia foi deixando para trás materiais mais antigos e menos previsíveis, buscando opções com melhor comportamento biológico e melhor adaptação ao local. Em prova, esse assunto costuma aparecer como comparação entre materiais clássicos e os mais modernos. O grande destaque aqui é o MTA, o agregado trióxido mineral. Ele ganhou espaço porque apresenta excelente biocompatibilidade, bom vedamento marginal, ação favorável na formação de tecido mineralizado e boa performance mesmo em ambiente úmido. Além disso, suas propriedades físico-químicas e mecânicas são superiores às de vários materiais historicamente usados para esse tipo de reparo. Na prática, isso o torna muito lembrado em perfurações de canal, capeamentos pulpares, retrobturações e outros reparos endodônticos. Em linguagem de prova: quando a banca fala em material com resultados expressivos em propriedades biológicas, físico-químicas e mecânicas, ela está apontando para o MTA quase com luz neon piscando. Então, o gabarito está na letra D porque o MTA reúne justamente o que se espera de um material de reparo moderno: vedamento eficiente, boa resposta tecidual e desempenho técnico melhor do que amálgama, ionômero, óxido de zinco e eugenol ou resina composta. É o tipo de material que ficou famoso por fazer mais e reclamar menos.

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