O índice dicotômico usado para identificar a presença de sangramento na margem gengival é o
- A)índice de sangramento sulcular gengival (Mühlemann e Son).
Errada, porque o índice de sangramento sulcular gengival de Mühlemann e Son não é o índice dicotômico clássico cobrado para sangramento marginal.
- B)índice gengival (Löe).
Errada, porque o índice gengival de Löe avalia inflamação gengival por escores de gravidade, e não apenas presença ou ausência de sangramento.
- C)CPITN.
Errada, porque o CPITN é um índice de necessidade de tratamento periodontal, não um índice dicotômico específico de sangramento na margem gengival.
- D)índice periodontal (Russell).
Errada, porque o índice periodontal de Russell é um índice periodontal com graduação de severidade, e não um registro dicotômico de sangramento gengival.
- E)índice gengival de Ainamo e Bay.
Certa, porque o índice gengival de Ainamo e Bay é dicotômico e identifica presença ou ausência de sangramento na margem gengival.
Gabarito: E
A questão cobra um detalhe clássico de Periodontia: identificar qual índice é dicotômico, isto é, registra apenas presença ou ausência de sangramento na margem gengival. Quando o examinador quer esse tipo de leitura simples, ele está pensando no índice gengival de Ainamo e Bay, criado justamente para marcar sangramento marginal com resposta binária, sem complicar a vida do candidato nem do paciente. Esse índice é muito usado em triagens e em levantamentos epidemiológicos porque é rápido, prático e fácil de padronizar. A lógica é direta: se sangra, registra; se não sangra, não registra. É o famoso "sem drama" da periodontia básica. O gabarito é a letra E porque o índice gengival de Ainamo e Bay é o índice dicotômico voltado para sangramento gengival marginal. Ele difere dos índices clássicos de Löe, Russell e do CPITN, que trazem escores e critérios mais amplos, além de não serem dicotômicos nesse sentido específico. Então, se a banca falar em presença de sangramento na margem gengival e pedir um índice dicotômico, a associação correta é Ainamo e Bay. O segredo aqui é perceber que a pergunta não quer intensidade, extensão ou severidade, mas apenas presença ou ausência.