Acidentes hemorrágicos são uma possível complicação dos procedimentos cirúrgicos, como exodontias. No caso de um paciente não anticoagulado, que apresente sangramento pós-exodontia que não responda às manobras locais, pode ser prescrito o uso via oral de:
- A)ácido mefenâmico;
Errada: ácido mefenâmico é um anti-inflamatório/analgésico, não um agente usado para controlar sangramento pós-exodontia.
- B)ácido acetilsalicílico;
Errada: ácido acetilsalicílico pode até piorar o sangramento por efeito antiplaquetário, então não é a escolha.
- C)ácido tranexâmico;
Certa: ácido tranexâmico é antifibrinolítico e pode ser usado por via oral para auxiliar no controle de sangramento persistente.
- D)ácido hialurônico;
Errada: ácido hialurônico é usado em reparo tecidual e regeneração, não como hemostático sistêmico oral.
- E)ácido ascórbico.
Errada: ácido ascórbico tem relação com síntese de colágeno e saúde gengival, mas não é conduta para hemorragia pós-operatória.
Gabarito: C
Em exodontias, o sangramento costuma ser controlado primeiro com medidas locais: compressão, sutura, hemostáticos e, quando necessário, revisão do alvéolo. Mas se o paciente não usa anticoagulante e mesmo assim o sangramento persiste, pode-se recorrer a um antifibrinolítico por via oral para ajudar a estabilizar o coágulo. O nome que você deve guardar é o ácido tranexâmico, que reduz a degradação da fibrina e, assim, favorece a hemostasia. Ele é muito lembrado em Odontologia justamente nos casos de sangramento pós-operatório ou em pacientes com maior risco de sangrar, sempre como apoio às condutas locais. Pense nele como aquele “segura o coágulo aí” do serviço: não cria coágulo do nada, mas impede que ele seja desmontado cedo demais. As outras opções não têm esse papel hemostático oral. Algumas até aparecem em contextos inflamatórios ou de dor, mas não resolvem sangramento persistente após exodontia. Por isso, no caso descrito, o gabarito é o ácido tranexâmico.