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Odontologia · FGV · 2022

Questão comentada de Odontologia

O cirurgião-dentista clínico deve saber analisar os exames de imagem e identificar as alterações dentoalveolares sugestivas de doenças e síndromes que acometem a região oral e maxilofacial. Uma alteração incomum, com destruição óssea em formato de “colher tipo concha para sorvete”, cujo epicentro é o terço médio da raiz, é encontrada em casos de:

Gabarito: B

Quando você vê uma imagem com destruição óssea dentoalveolar bem incomum, vale lembrar que algumas doenças sistêmicas e hematológicas têm assinatura radiográfica própria. Nem toda lesão “ao redor do dente” é periodontite: às vezes o problema é uma condição infiltrativa ou proliferativa que muda o osso de um jeito bem característico. Na histiocitose de células de Langerhans, a lesão pode causar reabsorção óssea com aspecto de escavação, como se houvesse uma “colher tipo concha para sorvete”, e o defeito pode ter o epicentro no terço médio da raiz. Esse padrão é clássico porque a doença pode produzir perda óssea irregular e focal, muitas vezes confundindo o clínico menos atento. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A histiocitose de células de Langerhans é uma entidade que entra no diagnóstico diferencial de lesões osteolíticas da mandíbula e maxila, especialmente quando a imagem mostra reabsorção atípica e não apenas perda óssea periodontal comum. Em provas, a banca gosta de chamar atenção para a forma da destruição óssea, mais do que para sintomas clínicos exuberantes. Já periodontites e lesões endodonto-periodontais costumam seguir um padrão mais compatível com perda de inserção, rarefação periapical ou defeitos ósseos relacionados à inflamação, mas não com esse aspecto “escavado” tão peculiar. Então, quando aparecer uma imagem com esse desenho de erosão em concha, pense primeiro em histiocitose de células de Langerhans.

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