Os espaços primatas presentes na dentição decídua são definidos como:
- A)a distância interoclusal em repouso;
Errada: distância interoclusal em repouso não define espaço primata, mas sim uma relação vertical entre as arcadas.
- B)o espaço do overjet anterior;
Errada: overjet anterior é a projeção horizontal dos incisivos superiores, não um espaço fisiológico da dentição decídua.
- C)diastemas generalizados na região anterior;
Errada: diastemas generalizados na região anterior são espaços de desenvolvimento, mas não a definição específica de espaço primata.
- D)diastemas na distal dos laterais superiores e caninos inferiores na dentição decídua;
Certa: descreve a localização clássica dos espaços primatas, distal aos laterais superiores e aos caninos inferiores na dentição decídua.
- E)os espaços correspondentes às futuras coroas dos 1ºs molares permanentes.
Errada: isso se relaciona ao espaço da arcada para dentes permanentes, especialmente em contexto de apinhamento/erupção, e não aos espaços primatas.
Gabarito: D
Na dentição decídua, os chamados espaços primatas são espaços fisiológicos que aparecem naturalmente e ajudam no encaixe dos dentes permanentes depois. Eles não são um defeito da arcada: fazem parte do desenvolvimento normal da criança e costumam existir antes da erupção dos incisivos permanentes. A definição clássica é bem objetiva: esses espaços ficam na maxila, distal aos incisivos laterais superiores, e na mandíbula, distal aos caninos inferiores. É exatamente essa a descrição cobrada na alternativa D. Em outras palavras, a banca quer que você identifique o lugar desses pequenos diastemas característicos da dentição decídua. Vale não confundir com os espaços de desenvolvimento generalizados, que são outros diastemas mais amplos e distribuídos na arcada, nem com overjet, distância interoclusal ou espaço para molares permanentes. A ideia aqui é localização anatômica, não medida de relação entre dentes ou planejamento de erupção. Na prática de prova, pense assim: espaço primata é um espaço típico e esperado na dentição de leite, com localização específica, e não um “espaço qualquer” entre dentes. A descrição tradicional é doutrinária em Odontopediatria e cai com frequência exatamente nesse formato.