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Odontologia · FGV · 2022

Questão comentada de Odontologia

No caso de paciente com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, que necessita de um procedimento de exodontia por conta de fratura radicular longitudinal gerando dor, é recomendado:

Gabarito: B

Em paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, a regra de ouro é reduzir ao máximo o estresse do procedimento, porque dor e ansiedade aumentam a descarga adrenérgica e podem descompensar o quadro. Quando a exodontia é inevitável, o uso de anestésico local com vasoconstrictor pode ser permitido, mas em dose bem restrita, com técnica atraumática e monitorização. A referência clássica em Odontologia para cardiopatas é limitar a epinefrina a 0,04 mg por sessão, o que equivale, na prática, a aproximadamente 2 tubetes de anestésico com adrenalina 1:100.000. Isso ajuda a controlar a dor sem jogar mais gasolina no coração, que já está em terreno sensível. A alternativa correta é a B porque traduz exatamente essa orientação de segurança: usar a menor dose eficaz de epinefrina, em ambiente controlado, especialmente quando o procedimento não pode ser adiado. Em cardiologia e em manuais de odontologia para atendimento de pacientes com risco cardiovascular, a conduta é evitar excesso de catecolamina e não abolir automaticamente o vasoconstrictor, pois isso pode até piorar a anestesia e aumentar a liberação endógena de adrenalina por dor. Já o tempo de espera após IAM costuma ser muito maior para procedimentos eletivos, e a decisão depende de estabilidade clínica e liberação médica. Em casos de urgência odontológica, a conduta é adaptar o atendimento, não simplesmente “zerar” o vasoconstrictor em qualquer situação. Em resumo: menos adrenalina, menos estresse, mais controle. O coração agradece, e a exodontia também.

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