No caso de paciente com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, que necessita de um procedimento de exodontia por conta de fratura radicular longitudinal gerando dor, é recomendado:
- A)utilizar anestésico local sem vasoconstrictor;
Errada, porque anestésico sem vasoconstrictor nem sempre é a melhor escolha e pode falhar na anestesia, aumentando dor e descarga adrenérgica.
- B)limitar a dose máxima de epinefrina a 0,04mg/sessão;
Certa, porque em paciente com IAM recente a epinefrina deve ser limitada a 0,04 mg por sessão para reduzir risco cardiovascular.
- C)adiar o procedimento até 12 meses após o IAM;
Errada, porque a espera de 12 meses não é a regra para todo caso e, em urgência, o procedimento pode ser feito com precauções.
- D)utilizar anestésico local com norepinefrina;
Errada, porque norepinefrina tem maior potencial de efeitos cardiovasculares adversos e não é a opção recomendada.
- E)empregar prilocaína como sal anestésico.
Errada, porque a escolha do sal anestésico isoladamente não resolve o problema cardiológico e não substitui a restrição ao vasoconstrictor.
Gabarito: B
Em paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, a regra de ouro é reduzir ao máximo o estresse do procedimento, porque dor e ansiedade aumentam a descarga adrenérgica e podem descompensar o quadro. Quando a exodontia é inevitável, o uso de anestésico local com vasoconstrictor pode ser permitido, mas em dose bem restrita, com técnica atraumática e monitorização. A referência clássica em Odontologia para cardiopatas é limitar a epinefrina a 0,04 mg por sessão, o que equivale, na prática, a aproximadamente 2 tubetes de anestésico com adrenalina 1:100.000. Isso ajuda a controlar a dor sem jogar mais gasolina no coração, que já está em terreno sensível. A alternativa correta é a B porque traduz exatamente essa orientação de segurança: usar a menor dose eficaz de epinefrina, em ambiente controlado, especialmente quando o procedimento não pode ser adiado. Em cardiologia e em manuais de odontologia para atendimento de pacientes com risco cardiovascular, a conduta é evitar excesso de catecolamina e não abolir automaticamente o vasoconstrictor, pois isso pode até piorar a anestesia e aumentar a liberação endógena de adrenalina por dor. Já o tempo de espera após IAM costuma ser muito maior para procedimentos eletivos, e a decisão depende de estabilidade clínica e liberação médica. Em casos de urgência odontológica, a conduta é adaptar o atendimento, não simplesmente “zerar” o vasoconstrictor em qualquer situação. Em resumo: menos adrenalina, menos estresse, mais controle. O coração agradece, e a exodontia também.