Uma das possíveis complicações pós-bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior é a parestesia. De acordo com a literatura, os sais anestésicos com maior frequência reportada de parestesia pós-anestesia do nervo alveolar inferior são:
- A)mepivacaína e epinefrina;
Errada, porque mepivacaína e epinefrina não são os sais mais frequentemente associados a parestesia pós-bloqueio do nervo alveolar inferior.
- B)lidocaína e prilocaína;
Errada, porque lidocaína é muito usada, mas não é a principal citada na literatura como causa mais frequente de parestesia nesse contexto.
- C)articaína e corbadrina;
Errada, porque articaína aparece em relatos de parestesia, mas corbadrina não é o par clássico cobrado para essa complicação.
- D)felipressina e levanordefrina;
Errada, porque felipressina e levanordefrina são vasoconstritores, não os sais anestésicos apontados como mais frequentemente relacionados à parestesia.
- E)articaína e prilocaína.
Certa, porque articaína e prilocaína são os sais anestésicos mais frequentemente reportados em casos de parestesia após bloqueio do nervo alveolar inferior.
Gabarito: E
A parestesia pós-bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior é uma complicação neurossensorial rara, mas bem conhecida na prática odontológica. Ela se manifesta como alteração de sensibilidade, dormência persistente ou sensação estranha em língua, lábio ou mucosa, geralmente após a anestesia local. A literatura relata que esse evento aparece com maior frequência associada a dois sais anestésicos: articaína e prilocaína. O ponto central aqui é lembrar que, embora a maioria dos anestésicos locais seja segura, alguns aparecem mais vezes nos relatos de parestesia do que outros. Entre eles, a articaína ganhou destaque em várias publicações e sistemas de notificação por estar frequentemente envolvida em casos de parestesia após bloqueio do nervo alveolar inferior. A prilocaína também aparece de forma recorrente nesses relatos, o que torna essa dupla a associação clássica cobrada em prova. Por isso, o gabarito é a letra E. A banca quer que você associe a complicação ao sal anestésico mais lembrado na literatura, e não ao vasoconstrictor ou a combinações aleatórias. Em resumo: quando a questão falar de parestesia pós-anestesia do alveolar inferior, pense primeiro em articaína e prilocaína. Como regra prática de prova, vale guardar a ideia de que a parestesia é um evento raro, mas com notificação mais frequente envolvendo articaína, especialmente em bloqueios mandibulares, e prilocaína também aparece nesse grupo de maior recorrência.