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Odontologia · FGV · 2022

Questão comentada de Odontologia

Nos casos clínicos em que a cárie atinge o nível da crista óssea, sendo necessária a realização de cirurgia periodontal para restabelecimento do espaço biológico, o principal fator que deve ser levado em consideração na hora de decidir pela realização ou não de uma incisão do tipo “colarinho”, com remoção de tecido mole é

Gabarito: A

Quando a cárie avança até perto da crista óssea, o dentista pode precisar fazer uma cirurgia periodontal para “ganhar espaço” e permitir a restauração sem invadir o periodonto. A ideia é restabelecer a chamada largura biológica, hoje mais bem entendida como a inserção supracrestal, isto é, uma faixa de tecido mole que precisa ser respeitada para não gerar inflamação crônica e perda de suporte. Nessa hora, a decisão sobre fazer ou não uma incisão em “colarinho” com remoção de tecido mole depende principalmente de quanto tecido queratinizado existe naquela região. Se a faixa queratinizada é adequada, a remoção de gengiva pode ser uma opção mais previsível. Se ela é pequena, a agressão ao tecido mole pode piorar a estabilidade periodontal e comprometer o resultado estético e funcional. Por isso o gabarito é a letra A. O raciocínio clínico é simples: antes de mexer em osso e gengiva, você precisa olhar o “estoque” de tecido queratinizado disponível para não criar um problema maior do que o que já existe. Em periodontia, o planejamento sempre tenta equilibrar acesso, saúde periodontal e manutenção da faixa de gengiva queratinizada. Em provas, a FGV costuma cobrar esse tipo de conduta pensando mais no planejamento biológico do que em detalhes operatórios soltos. Aqui, o ponto central não é a idade do paciente, nem a experiência do profissional, e sim a condição anatômica local que vai dizer se a gengiva suporta a cirurgia.

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