Mondelli e colaboradores propõem que as cavidades podem ser classificadas de acordo com o número de faces do dente que acometem, bem como pela posição dessas faces. Assim, uma cavidade envolvendo as faces mesial e oclusal de um molar, seria classificada como
- A)mésio-oclusal simples.
Errada, porque 'simples' indica acometimento de apenas uma face, e aqui são duas faces.
- B)oclusomesial complexa.
Errada, porque a ordem mais usual é mesio-oclusal, mas 'complexa' não se aplica a duas faces.
- C)oclusomesial dupla.
Errada, porque 'dupla' não é a classificação padrão usada por Mondelli para cavidades dessa forma.
- D)mésio-oclusal complexa.
Errada, porque a cavidade é de duas faces e, portanto, composta, não complexa.
- E)mésio-ocusal composta.
Certa, porque envolve as faces mesial e oclusal, ou seja, duas faces, caracterizando uma cavidade mésio-oclusal composta.
Gabarito: E
Na classificação das cavidades proposta por Mondelli e colaboradores, a ideia central é simples: você olha quantas faces do dente estão envolvidas e nomeia a cavidade pela posição dessas faces. Quando a cavidade atinge duas faces, ela deixa de ser simples e passa a ser composta. Se envolver três ou mais faces, aí sim entra na categoria complexa. No caso da questão, a cavidade acomete as faces mesial e oclusal de um molar. Isso significa duas faces: mesial + oclusal. Portanto, a classificação correta é mésio-oclusal composta. A ordem dos termos segue a posição anatômica, então a face mesial vem antes da oclusal. O detalhe que costuma confundir é que muita gente troca composta por complexa, mas em odontologia pré-clínica a diferença depende do número de faces acometidas. Duas faces? composta. Três ou mais? complexa. Simples? Só uma face, sem drama. Assim, o gabarito E está correto porque descreve exatamente uma cavidade de duas faces, mesial e oclusal, com a nomenclatura adequada na forma mésio-oclusal composta.