Durante a anamnese, é de fundamental importância coletar corretamente dados da história da doença atual para uma adequada construção do diagnóstico. Essa etapa deve conter elementos detalhados acerca da
- A)caracterização da sintomatologia e tratamentos realizados por conta própria ou com a orientação de um profissional da saúde.
Correta, porque a história da doença atual deve incluir a caracterização dos sintomas e as medidas já realizadas pelo paciente, inclusive tratamentos por conta própria ou orientados.
- B)condição de saúde geral do paciente e de sua exposição a hábitos prejudiciais à saúde.
Errada, porque condição geral de saúde e hábitos prejudiciais pertencem a outros pontos da anamnese, como história pregressa e hábitos de vida.
- C)história médica do paciente.
Errada, porque história médica do paciente é mais ampla e não se limita à descrição da doença atual.
- D)data e descrição dos primeiros sinais e sintomas e descrição minuciosa das características clínicas da doença, obtidas no exame físico.
Errada, porque mistura o início e evolução da queixa com dados do exame físico, que são etapas distintas.
- E)identificação do paciente.
Errada, porque identificação do paciente é a etapa inicial da anamnese, não o detalhamento da doença atual.
Gabarito: A
Na anamnese, a história da doença atual (HDA) é a parte em que você reconstrói, com começo, meio e evolução, o problema que levou o paciente ao atendimento. Aqui entram detalhes como quando os sintomas começaram, como eles se manifestam, o que piora ou alivia, a evolução ao longo do tempo e, muito importante, o que o paciente já tentou fazer para melhorar. Em outras palavras: a HDA não é um resumo solto, é uma linha do tempo bem contada da queixa principal. Por isso, a alternativa A está correta: ela destaca a caracterização da sintomatologia e os tratamentos realizados por conta própria ou com orientação profissional. Isso faz parte da boa coleta da HDA, porque ajuda a entender a natureza do quadro e evita que você ignore informações que mudam totalmente a hipótese diagnóstica. As demais alternativas misturam outros blocos da anamnese ou até dados do exame físico. Em propedêutica, é comum a banca separar identificação, história médica pregressa, hábitos de vida e exame físico como etapas diferentes. Se você confunde essas partes, a anamnese vira uma salada, e a FGV costuma cobrar justamente essa organização. Na prática clínica e nos roteiros clássicos de semiologia, a HDA deve trazer a descrição detalhada da queixa atual e das condutas já adotadas. É esse conjunto que dá base para o diagnóstico, para a conduta e para evitar perguntas repetidas ou lacunas importantes.