O cirurgião bucomaxilofacial frequentemente realiza procedimentos em ambiente hospitalar, necessitando acompanhar pacientes por períodos prolongados de internação. Nesses casos, o agente antisséptico tópico considerado o padrão-ouro para controle do biofilme oral é
- A)PVPI.
PVPI tem ação antisséptica, mas não é o padrão-ouro para controle do biofilme oral em internação prolongada.
- B)óleo essencial.
Óleos essenciais podem ajudar na redução de placa, porém não são a resposta clássica e mais indicada para o cenário hospitalar da questão.
- C)triclosan.
Triclosan já foi usado em produtos de higiene oral, mas não é considerado o antisséptico tópico padrão-ouro para esse fim.
- D)fluoreto de sódio.
Fluoreto de sódio é importante na prevenção de cárie, mas não é antisséptico tópico para controle de biofilme oral.
- E)clorexidina.
Clorexidina é o antisséptico tópico de referência para controle do biofilme oral, com amplo uso em pacientes hospitalizados.
Gabarito: E
Quando o paciente fica internado por mais tempo e depende de cuidados da equipe, o controle do biofilme oral vira uma parte importante da prevenção de complicações. Em ambiente hospitalar, a boca pode funcionar como um reservatório de microrganismos, então o antisséptico tópico precisa ter boa ação antimicrobiana e ser bem aceito para uso frequente. Nessa situação, o padrão-ouro mais cobrado é a clorexidina, especialmente por sua ação ampla contra bactérias e por seu efeito residual, que continua agindo mesmo depois do uso. É por isso que o gabarito é a letra E: ela é a opção clássica para redução do biofilme oral em pacientes internados, muito lembrada em Odontologia Hospitalar e Pré-Clínica. As outras alternativas podem até ter uso em contextos específicos, mas nenhuma reúne tão bem esse perfil de referência quanto a clorexidina.