Caso suspeite de uma lesão oral compatível com sífilis primária, o cirurgião-dentista pode solicitar um exame de sangue como teste de triagem inespecífica para doenças sexualmente transmissíveis, chamado
- A)FTA-ABS.
FTA-ABS é teste treponêmico e mais usado para confirmação, não para triagem inespecífica.
- B)TPHA.
TPHA é teste treponêmico, útil para confirmar sífilis, mas não é o exame de rastreamento inicial.
- C)VDRL.
VDRL é teste não treponêmico, indicado como triagem inespecífica para sífilis.
- D)MHA-TP.
MHA-TP é teste treponêmico e serve para confirmação, não para triagem.
- E)TPPA.
TPPA é teste treponêmico, com alta especificidade, mas não é o teste inespecífico de rastreio.
Gabarito: C
Na suspeita de sífilis primária com lesão oral, o exame de triagem inespecífica é o VDRL. Ele é um teste não treponêmico, usado para rastrear a infecção e também para acompanhar resposta ao tratamento, porque seus títulos tendem a cair após a terapia. Em prova, pense assim: se a banca fala em triagem inespecífica, ela quer o teste que não identifica diretamente o Treponema pallidum, mas detecta anticorpos reagínicos. Já os testes como FTA-ABS, TPHA e TPPA são treponêmicos, ou seja, mais específicos para sífilis. Eles costumam ser usados para confirmar o diagnóstico, não como exame inicial de triagem. O nome pode assustar, mas a lógica é simples: primeiro você rastreia com um teste inespecífico, depois confirma com o específico. Por isso o gabarito é a letra C, VDRL. Em patologia oral e maxilofacial, essa distinção aparece muito quando a lesão suspeita na boca pode ser a porta de entrada ou a manifestação inicial da doença. A banca costuma cobrar justamente essa diferença entre teste de triagem e teste confirmatório, então vale decorar a dupla: VDRL para rastreio, testes treponêmicos para confirmação.