Com relação às neoplasias malignas que acometem a cavidade oral, analise as afirmativas a seguir. I. O carcinoma de células fusiformes caracteriza-se por aumento de volume polipoide, nodular ou vegetante ulcerado. II. O carcinoma de células de Merkel apresenta-se como um nódulo em forma de cúpula com telangiectasias superficiais. III. O carcinoma verrucoso é uma placa espessa difusa esbranquiçada com projeções superficiais. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Esta alternativa afirma que apenas a afirmativa I estaria correta, isto é, que o carcinoma de células fusiformes pode se apresentar como aumento de volume polipoide, nodular ou vegetante ulcerado. Essa descrição condiz com a forma clínica usual do carcinoma espinocelular de padrão fusiforme, que costuma ser exofítico e frequentemente ulcerado. O problema é que as afirmativas II e III também descrevem apresentações clássicas de outras neoplasias malignas, então o conjunto não fica limitado à I.
- B)II, apenas.
Aqui se sustenta que somente a afirmativa II estaria correta, descrevendo o carcinoma de células de Merkel como um nódulo em forma de cúpula com telangiectasias superficiais. Isso corresponde ao padrão clínico típico desse tumor neuroendócrino cutâneo, que aparece como nódulo firme, arredondado e de crescimento rápido, podendo mostrar vasos superficiais. Entretanto, a I e a III também estão de acordo com descrições clássicas de seus respectivos tumores, então a exclusividade indicada pela alternativa não se mantém.
- C)I e II, apenas.
Esta opção reúne I e II como corretas, isto é, reconhece tanto o aspecto polipoide, nodular ou vegetante ulcerado do carcinoma de células fusiformes quanto o nódulo em cúpula com telangiectasias do carcinoma de Merkel. As duas descrições são compatíveis com os perfis clínicos usuais dessas neoplasias, em especial como lesões exofíticas e nodulares. O erro está em deixar de incluir a afirmativa III, porque o carcinoma verrucoso também é classicamente uma placa branca espessa, de superfície papilomatosa ou verrucosa.
- D)II e III, apenas.
Esta alternativa considera corretas apenas II e III, associando o carcinoma de Merkel ao nódulo em cúpula com telangiectasias e o carcinoma verrucoso à placa espessa esbranquiçada com projeções superficiais. Ambas as descrições são tecnicamente adequadas e refletem a apresentação clínica típica dessas neoplasias. O equívoco é excluir a afirmativa I, já que o carcinoma de células fusiformes também pode se manifestar como massa polipoide, nodular ou vegetante ulcerada.
- E)I, II e III.
Esta é a alternativa correta porque as três afirmativas descrevem apresentações clínicas reconhecidas de neoplasias malignas da cavidade oral. O carcinoma de células fusiformes costuma ser exofítico, polipoide ou nodular, frequentemente ulcerado; o carcinoma de células de Merkel pode surgir como nódulo em cúpula com telangiectasias; e o carcinoma verrucoso aparece como placa branca espessa, difusa, com projeções superficiais verrucosas. Assim, I, II e III estão de acordo com a patologia oral e maxilofacial clássica.
Gabarito: E
As neoplasias malignas da cavidade oral podem ter aparências clínicas bem diferentes, e isso costuma confundir mesmo quem estuda bastante. Por isso a banca adora misturar o nome do tumor com a sua cara macroscópica: às vezes ele parece uma lesão polipoide, às vezes um nódulo em cúpula, e outras vezes uma placa espessada e verrucosa. O segredo é reconhecer o padrão clínico clássico de cada uma. O carcinoma de células fusiformes geralmente se apresenta como massa exofítica, polipoide, nodular ou vegetante, muitas vezes ulcerada, o que bate com a descrição da afirmativa I. Já o carcinoma de células de Merkel, embora seja mais lembrado na pele, pode surgir como nódulo firme, em cúpula, com superfície lisa e telangiectasias, o que torna a afirmativa II correta. O carcinoma verrucoso, por sua vez, é uma variante bem diferenciada do carcinoma espinocelular, de crescimento lento, com aspecto de placa espessa, esbranquiçada e com projeções superficiais, como descrito na afirmativa III. Ou seja, as três descrições estão compatíveis com os padrões clínicos clássicos dessas neoplasias. Por isso, o gabarito é a letra E. Em prova de Patologia Oral, a banca costuma cobrar mais o reconhecimento do aspecto clínico do que detalhes histológicos profundos, então vale decorar a imagem mental de cada lesão.