Com a evolução dos exames de imagem, situações clínicas de difícil diagnóstico, como fissuras e trincas, podem ser diagnosticadas de forma mais precisa do que no passado. Em caso de suspeita de fratura longitudinal em um elemento dentário, o exame de imagem mais indicado para a pesquisa dessa fratura é:
- A)radiografia periapical digital;
Errada, porque a radiografia periapical digital é bidimensional e pode não mostrar fraturas longitudinais por sobreposição de estruturas.
- B)radiografia panorâmica;
Errada, porque a panorâmica tem baixa resolução para detalhes dentários e não é o exame de escolha para trincas ou fraturas radiculares.
- C)ultrassonografia da face;
Errada, porque a ultrassonografia da face não é o exame padrão para investigação de fratura longitudinal em dente.
- D)tomografia computadorizada de feixe cônico;
Certa, porque a tomografia computadorizada de feixe cônico permite avaliação tridimensional e é a mais indicada para suspeita de fratura longitudinal.
- E)radiografia periapical pela técnica de Clark.
Errada, porque a técnica de Clark ajuda na localização de estruturas em radiografias periapicais, mas não supera a limitação bidimensional para detectar fraturas longitudinais.
Gabarito: D
Quando a suspeita é de fratura longitudinal, fissura ou trinca em dente, o exame precisa mostrar detalhes internos e estruturas em 3 dimensões, porque a radiografia comum muitas vezes “achata” a imagem e esconde a linha de fratura. É aí que a tomografia computadorizada de feixe cônico entra como a melhor opção, pois oferece cortes multiplanares e melhor avaliação da extensão da lesão, especialmente em casos em que a clínica levanta suspeita mas o raio-X simples não fecha o diagnóstico. Na prática endodôntica, fraturas longitudinais podem dar dor à mastigação, sondagem periodontal localizada e sinais radiográficos discretos ou ausentes no início. A grande vantagem da tomografia de feixe cônico é justamente aumentar a chance de identificar o traço de fratura e sua relação com raízes, canal e osso adjacente, com muito mais precisão do que métodos bidimensionais. Por isso o gabarito é a letra D. As radiografias periapicais e panorâmicas continuam úteis em muitos cenários, mas para pesquisar fratura longitudinal elas têm limitação importante: sobreposição de estruturas e perda de informação tridimensional. Em prova, sempre desconfie quando a questão fala em fissura, trinca ou fratura radicular e pede o exame mais indicado: a banca quer o método que enxergue “em fatias”, não a foto chapada do dente. Como diretriz clínica, isso é coerente com a literatura endodôntica e com o uso consagrado da tomografia de feixe cônico em diagnóstico de fraturas radiculares quando os exames convencionais são inconclusivos.