A doença metabólica considerada um fator de risco para o desenvolvimento da periodontite, que pode impactar negativamente nos resultados da terapia periodontal e nos procedimentos regenerativos é
- A)hipertireoidismo.
Errada, porque hipertireoidismo não é o fator metabólico clássico associado ao aumento do risco de periodontite e pior resposta terapêutica.
- B)hipotireoidismo.
Errada, porque hipotireoidismo não é a doença metabólica tradicionalmente relacionada ao desenvolvimento da periodontite nessa abordagem.
- C)diabetes.
Certa, porque o diabetes é um fator de risco bem estabelecido para periodontite e pode prejudicar a terapia periodontal e os procedimentos regenerativos.
- D)anemia falciforme.
Errada, porque anemia falciforme é uma doença hematológica, não o fator metabólico cobrado como risco periodontal aqui.
- E)hipercalcemia.
Errada, porque hipercalcemia não é a associação clássica lembrada como fator de risco para periodontite e pior prognóstico periodontal.
Gabarito: C
A periodontite não é só uma inflamação da gengiva: ela sofre influência de condições sistêmicas que mexem com a resposta do corpo à infecção. Entre elas, a diabetes é uma das mais importantes, porque altera a resposta imune, favorece inflamação persistente e pode piorar a cicatrização. Por isso, ela é clássica como fator de risco para maior gravidade da doença periodontal. Na prática, quando o paciente tem diabetes descompensada, o tecido periodontal tende a responder pior ao tratamento. Isso significa menos previsibilidade na terapia periodontal e também resultados menos favoráveis em procedimentos regenerativos, já que a reparação tecidual depende de bom controle metabólico e inflamatório. A relação é tão conhecida que aparece de forma consistente na literatura periodontal: o diabetes aumenta o risco e a severidade da periodontite, e a periodontite também pode dificultar o controle glicêmico. É uma via de mão dupla, bem chata para quem acha que boca e corpo vivem em bairros separados. Por isso, o gabarito é a alternativa C. As demais doenças listadas podem ter repercussões sistêmicas, mas não são o fator metabólico clássico cobrado como risco principal para desenvolvimento da periodontite e pior resposta terapêutica periodontal.