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Odontologia · FGV · 2022

Questão comentada de Odontologia

Em pacientes utilizando denosumabe combinado com corticoide, há risco aumentado de desenvolver uma complicação pós-exodontia em consequência da alteração na atividade osteoclástica. Tal condição, de difícil manejo, que pode demandar tratamento cirúrgico em alguns casos é:

Gabarito: D

O ponto central da questão é lembrar que alguns medicamentos mexem diretamente com o remodelamento ósseo e deixam a cicatrização óssea mais lenta e mais complicada após procedimentos invasivos, como a exodontia. O denosumabe reduz a atividade dos osteoclastos ao bloquear o RANKL, e o uso combinado com corticoide aumenta ainda mais o risco de complicações ósseas, especialmente quando há trauma cirúrgico na boca. Nessa situação, a complicação clássica é a osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos, conhecida pela sigla MRONJ. Ela aparece como exposição óssea persistente, dor, infecção local e dificuldade de cicatrização, podendo evoluir de forma chata de manejar e, em alguns casos, exigir tratamento cirúrgico. Ou seja: não é uma sangria dramática, nem um abscesso comum. O problema aqui é a falha na reparação do osso. Esse tema é muito cobrado em Cirurgia e em Odontologia para pacientes sistêmicos porque envolve anti-reabsortivos e imunossupressores. O raciocínio é simples: se o osso perde a capacidade de remodelar e reparar, a extração vira um cenário de risco. Por isso, a banca associa denosumabe, corticoide e pós-exodontia à MRONJ. Então, o gabarito D está correto porque descreve exatamente a complicação óssea esperada nesse contexto farmacológico. As demais alternativas fogem do mecanismo principal: o problema não é nervoso, nem hemorrágico, nem uma lesão reacional. É uma osteonecrose medicamentosa dos maxilares.

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