Em pacientes que apresentam freio labial anormal (excessivamente largo e/ou com inserção baixa) é comum observar maloclusão do tipo:
- A)mordida aberta;
Errada, porque freio labial anormal não costuma causar mordida aberta como consequência típica.
- B)apinhamento anterior;
Errada, pois apinhamento anterior se relaciona mais com falta de espaço do arco do que com inserção baixa do freio.
- C)mordida cruzada anterior;
Errada, já que mordida cruzada anterior envolve relação ântero-posterior dos dentes, e não é a associação clássica do freio labial.
- D)impacção dentária;
Errada, porque impacção dentária não é a manifestação mais esperada nesse tipo de alteração do freio.
- E)diastema entre incisivos centrais.
Certa, pois freio labial largo e/ou com inserção baixa pode manter espaço entre os incisivos centrais, gerando diastema.
Gabarito: E
O freio labial superior normal fica em uma posição discreta, sem atrapalhar a estética nem a oclusão. Quando ele vem anormalmente largo e/ou com inserção baixa, ele pode se interpor entre os incisivos centrais e dificultar o fechamento completo do espaço entre eles. O resultado clássico é o diastema interincisivo, aquele espacinho bem típico entre os dois dentes da frente. Isso acontece porque o freio pode exercer uma tração constante na papila e na região gengival entre os incisivos, mantendo o espaço aberto ou favorecendo sua persistência. Por isso, em Ortodontia, freio labial alterado é uma causa bem lembrada de diastema, especialmente na dentição mista e no início da permanente. A lógica da prova é simples: se a alteração anatômica está na linha média anterior superior, a consequência mais esperada também aparece ali. Não é uma alteração que costuma levar, de forma direta, a mordida aberta, mordida cruzada anterior ou impacção dentária. O sinal clássico que cai em concurso é mesmo o espaço entre os incisivos centrais. Na prática clínica, inclusive, muitas vezes primeiro se corrige a oclusão e se observa a estabilidade do espaço antes de indicar frenectomia. Ou seja: o freio pode estar no centro da história, mas o protagonista do quadro é o diastema.