No atendimento odontológico, a anamnese criteriosa e os exames complementares são de grande importância na prevenção de complicações. Sobre este tema, assinale a opção que apresenta as características de um paciente cujo risco cirúrgico foi classificado como ASA II, segundo a classificação da American Society of Anesthesiologists.
- A)Paciente clinicamente saudável, sem risco significativo durante o tratamento.
Errada, porque descreve o ASA I, que é o paciente clinicamente saudável, sem doença sistêmica relevante.
- B)Paciente portador de doença sistêmica moderada, apresenta risco mínimo de complicações durante o tratamento.
Certa, pois o ASA II corresponde a paciente com doença sistêmica leve ou moderada, geralmente controlada, com baixo risco de complicações.
- C)Paciente portador de doença sistêmica severa, que limita suas atividades e representa risco de complicações durante o tratamento.
Errada, porque doença sistêmica severa com limitação funcional e maior risco de complicações se aproxima do ASA III.
- D)Paciente em estado terminal, cuja expectativa de vida não é maior que 24h.
Errada, pois estado terminal com expectativa de vida muito curta corresponde ao ASA V.
- E)Paciente com morte cerebral declarada.
Errada, porque morte cerebral declarada também é classificada como ASA VI.
Gabarito: B
A classificação ASA, da American Society of Anesthesiologists, serve para estimar o risco anestésico-cirúrgico do paciente com base no estado sistêmico dele. Em prova, pense assim: quanto mais controlada e leve for a alteração geral, menor o risco; quanto mais grave e limitante, maior a classe ASA. Parece simples, mas a banca gosta de misturar os degraus para ver se você escorrega na escada. O ASA I é o paciente totalmente saudável. Já o ASA II é o paciente com doença sistêmica leve ou moderada, bem controlada, sem grande impacto funcional e com risco mínimo de complicações no procedimento. Exemplos clássicos são hipertensão controlada, diabetes controlado ou outras condições sistêmicas estáveis. Por isso, o gabarito é a letra B: ela descreve justamente um paciente com doença sistêmica moderada e risco mínimo de complicações durante o tratamento, que é a ideia central do ASA II. A redação pode variar, mas o núcleo é esse: existe comorbidade, porém sem grande comprometimento do estado geral. Já as demais alternativas sobem demais na gravidade ou fogem completamente da classificação habitual. Em odontologia, conhecer ASA ajuda muito no planejamento, na decisão sobre atendimento ambulatorial e na necessidade de encaminhamento ou avaliação médica prévia. É uma tabela pequena, mas cai com gosto em prova.