Diante do cenário da pandemia de Covid-19, os cirurgiões-dentistas encontram-se em uma situação de maior risco ocupacional devido à exposição aos pacientes que estão sem máscara, ao realizar procedimentos com potencial de gerar aerossóis. Nesse contexto, a adequada proteção respiratória deve ser realizada no mais alto grau disponível, devendo idealmente ser feita com o uso de equipamentos de proteção respiratória do tipo:
- A)máscaras cirúrgicas triplas;
Errada, porque a máscara cirúrgica tripla reduz gotículas, mas não oferece a vedação e a filtração necessárias para proteção respiratória ideal em aerossóis.
- B)escudo facial;
Errada, porque o escudo facial protege olhos e parte do rosto, mas não é equipamento de proteção respiratória e não filtra o ar inspirado.
- C)PFF-2;
Certa, porque a PFF-2 é o respirador indicado para maior proteção contra aerossóis, com melhor filtração e ajuste facial.
- D)balaclava;
Errada, porque balaclava não é EPI respiratório para esse contexto e não substitui respiradores com capacidade de filtração adequada.
- E)máscaras duplas em tecido.
Errada, porque máscaras duplas em tecido não oferecem o nível de proteção respiratória exigido em procedimentos com geração de aerossóis.
Gabarito: C
Em procedimentos odontológicos com risco de aerossóis, a proteção respiratória precisa ser a mais eficiente possível, porque o consultório vira praticamente um "campo de batalha" contra partículas suspensas. Na pandemia de Covid-19, isso ganhou ainda mais importância, já que o vírus pode ser transmitido por gotículas e aerossóis, especialmente em atendimentos com alta produção de spray, como ultrassom, alta rotação e uso de seringa tríplice. Nesse cenário, a orientação correta é usar respirador particulado do tipo PFF-2, equivalente ao N95, que oferece filtração superior à da máscara cirúrgica e maior vedação ao rosto. Ou seja, não basta cobrir a boca: é preciso filtrar adequadamente o ar inspirado. A proteção respiratória, aqui, não é enfeite de protocolo, é barreira de verdade. As normas de biossegurança e as recomendações de órgãos de saúde durante a pandemia reforçaram o uso de respiradores PFF-2/N95 para situações de maior risco ocupacional em odontologia, especialmente em procedimentos geradores de aerossóis. Por isso, a alternativa C é a correta: ela indica o equipamento de proteção respiratória mais indicado para esse tipo de exposição. As demais opções parecem protetoras, mas não cumprem a função respiratória com o mesmo desempenho. Máscara cirúrgica, escudo facial e tecido podem ajudar como barreiras complementares, porém não substituem o respirador particulado quando a ameaça é aerossolizada.