Em alguns casos, o tratamento das doenças periodontais deve envolver a prescrição de antibióticos, em conjunto com o tratamento mecânico. No entanto, a prescrição de antimicrobianos deve ser feita de forma criteriosa, apenas em situações clínicas específicas. A prescrição correta de antibioticoterapia coadjuvante é:
- A)periodontite estágio IV generalizada em paciente com histórico de tratamento periodontal prévio;
Certa, pois periodontite estágio IV generalizada com histórico de tratamento prévio pode justificar antibioticoterapia coadjuvante associada ao tratamento mecânico.
- B)abscesso gengival pós-raspagem periodontal em pacientes com periodontite estágio II;
Errada, porque abscesso gengival localizado pós-raspagem costuma ser tratado com abordagem local, sem indicação rotineira de antibiótico sistêmico.
- C)paciente sem doença sistêmica, imunocompetente, sem febre ou linfadenopatia, apresentando GUN;
Errada, pois a GUN sem febre, linfadenopatia ou comprometimento sistêmico geralmente não exige antibiótico sistêmico como regra.
- D)paciente com profundidade de bolsa igual a 5mm em todos os dentes, sem sangramento;
Errada, porque profundidade de bolsa isolada de 5 mm, sem sangramento, não configura indicação de antibioticoterapia.
- E)gengivoestomatite herpética.
Errada, pois gengivoestomatite herpética é de etiologia viral, não sendo indicação de antibiótico.
Gabarito: A
Já os demais quadros não indicam, por si só, antibiótico sistêmico. Abscesso gengival localizado após raspagem costuma exigir manejo local, GUN em paciente sem sinais sistêmicos geralmente é controlada com medidas locais e higiene, bolsa de 5 mm sem sangramento não é indicação de antibiótico, e gengivoestomatite herpética é doença viral, não bacteriana. A banca gosta dessa lógica: antibiótico em Periodontia é exceção, não rotina.