Os implantes dentários podem ser indicados em diversas situações clínicas. No entanto, há casos em que seu uso deve ser contraindicado. Uma contraindicação absoluta ao tratamento com implantes dentários é para o caso de paciente:
- A)com histórico de periodontite estágio III;
Errada, porque histórico de periodontite estágio III aumenta o risco, mas não configura contraindicação absoluta ao implante se houver controle da doença.
- B)com histórico de periodontite estágio IV;
Errada, porque mesmo a periodontite estágio IV não gera proibição automática; o caso exige avaliação e controle, não veto absoluto por si só.
- C)tabagista (10 cigarros/dia);
Errada, porque tabagismo em 10 cigarros/dia é fator de risco importante, mas costuma ser contraindicação relativa, não absoluta.
- D)com diabetes tipo 2 (Hb1aC = 7.0%);
Errada, porque HbA1c de 7,0% sugere diabetes moderadamente controlado e isso não impede, por si, a instalação de implantes.
- E)oncológico em uso de Zometa IV + dexametasona.
Certa, porque bisfosfonato intravenoso associado a corticoide aumenta muito o risco de osteonecrose dos maxilares, tornando o implante contraindicado.
Gabarito: E
Implantes dentários dependem muito do equilíbrio entre cicatrização óssea, controle de infecção e condições sistêmicas do paciente. Por isso, nem todo fator de risco vira proibição automática: muitas vezes ele pede preparo, controle e acompanhamento mais rigoroso. Em prova, a banca adora separar o que é contraindicação relativa do que é absoluta. Nos casos de periodontite, tabagismo e diabetes, o raciocínio é parecido: existe aumento de risco, mas isso não significa veto definitivo ao implante. Se a doença periodontal estiver controlada, o paciente parar de fumar ou o diabetes estiver compensado, o tratamento pode até ser planejado com segurança maior. A prova costuma brincar com essa diferença entre "não ideal" e "proibido". O gabarito é a alternativa E porque o uso de bisfosfonato intravenoso, como o Zometa (ácido zoledrônico), especialmente associado a dexametasona, eleva muito o risco de osteonecrose dos maxilares. Esse cenário é clássico de alto risco e, em muitas abordagens de concurso, é tratado como contraindicação absoluta para implantes, justamente pela dificuldade de prever a cicatrização óssea e pela gravidade da complicação. Em resumo: a ideia não é só "tem doença, então não pode". O ponto central é o risco ósseo desproporcional e a possibilidade de osteonecrose associada aos bisfosfonatos IV, que torna o implante uma escolha inadequada nesse contexto.