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Odontologia · FGV · 2021

Questão comentada de Odontologia

Com relação à osteorradionecrose dos maxilares, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) A osteorradionecrose não é uma infecção do osso, mas uma ferida que não cicatriza devido à hipóxia tecidual. ( ) Ocorrem mais frequentemente em mandíbulas que receberam radiação maior do que 6500 rad (65GY). ( ) Os melhores resultados terapêuticos têm sido obtidos com a oxigenoterapia hiperbárica. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

Gabarito: D

A osteorradionecrose dos maxilares é uma complicação clássica da radioterapia em cabeça e pescoço. Pense nela como um osso que ficou com a “energia vital” reduzida: menos vascularização, menos células e menos capacidade de cicatrização. Por isso, o problema central não é uma infecção primária do osso, mas uma ferida óssea que não consegue se reparar adequadamente após o dano actínico. Na prática, a mandíbula sofre mais do que a maxila. Isso acontece porque ela tem vascularização menos favorável e costuma receber impacto maior em áreas de radioterapia, principalmente quando a dose ultrapassa 6500 rad, isto é, cerca de 65 Gy. Quanto maior a dose, maior o risco de necrose e de complicações tardias. Sobre tratamento, a oxigenoterapia hiperbárica ganhou destaque histórico justamente por melhorar a oxigenação tecidual e favorecer a reparação em tecido irradiado. Em provas, a FGV costuma cobrar essa ideia clássica: hipóxia, mandíbula e hiperbárica andando juntos na mesma frase. É por isso que as três afirmativas estão corretas e o gabarito é D.

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