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Odontologia · FGV · 2021

Questão comentada de Odontologia

A longevidade das restaurações pode variar dependendo de diversos fatores, como o material empregado. Assinale a opção que indica as taxas de sobrevivência, após 10 anos, para restaurações de dentes permanentes posteriores com amálgama e resina composta, respectivamente.

Gabarito: A

Quando a banca fala em longevidade de restaurações, ela quer que voce saiba que nem todo material envelhece do mesmo jeito. Em dentes permanentes posteriores, o amálgama historicamente tem boa durabilidade, porque tolera bem carga mastigatória e é menos sensível à técnica do que a resina composta. Já a resina composta evoluiu muito, mas ainda depende mais de isolamento, adesão e controle de contração de polimerização. Depois de 10 anos, as taxas de sobrevivência citadas em provas costumam ficar, para amálgama, em torno de 79% a 90%, e para resina composta, em torno de 74% a 90%, dependendo do estudo e do tipo de cavidade. Ou seja, ambas podem ter desempenho bom, mas o amálgama costuma aparecer com números clássicos de persistência um pouco mais altos ou muito próximos, sem a ideia de que a resina seria "ruim" de forma absoluta. Por isso o gabarito A faz sentido: ele traz os intervalos que refletem essa faixa de sobrevivência após 10 anos para restaurações posteriores em dentes permanentes, com amálgama primeiro e resina composta depois. Em concurso, a banca gosta de cobrar esses intervalos como se fossem fotografia de livro, então vale guardar a ordem e os percentuais aproximados. Resumo mental rápido: posterior permanente, 10 anos, amálgama e resina composta ainda têm boa sobrevida. A diferença aqui não é de "um presta e o outro despenca", e sim de faixas próximas, com o amálgama tradicionalmente muito consistente e a resina já chegando perto dele em longevidade quando bem indicada e executada.

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