A ingestão prolongada de doses excessivas de flúor pode resultar na deposição de flúor nos ossos e dentes, causando a chamada
- A)amelogênese imperfeita.
Errada, porque amelogênese imperfeita é uma alteração hereditária da formação do esmalte, não causada por excesso de flúor.
- B)dentinogênese imperfeita.
Errada, porque dentinogênese imperfeita é um defeito de formação da dentina, geralmente de origem genética, e não por ingestão excessiva de flúor.
- C)fluorose.
Certa, porque o excesso prolongado de flúor pode causar deposição nos dentes e ossos, quadro típico de fluorose.
- D)pigmentação dentária.
Errada, porque pigmentação dentária é um termo inespecífico e não nomeia a doença causada por excesso de flúor.
- E)pérola de esmalte.
Errada, porque pérola de esmalte é uma anomalia de desenvolvimento localizada, sem relação com toxicidade por flúor.
Gabarito: C
Quando o flúor é ingerido em excesso por tempo prolongado, ele deixa de ser só aliado da prevenção e passa a causar um efeito tóxico cumulativo no organismo. A consequência clássica é a fluorose, com depósito de flúor em ossos e dentes. Nos dentes, isso pode aparecer como manchas opacas, estrias ou até alterações mais marcantes no esmalte, dependendo da dose e do momento da exposição. O ponto central aqui é que a fluorose está ligada ao excesso crônico de flúor, especialmente na fase de formação dentária. Por isso, a questão fala em deposição nos ossos e dentes e já aponta para essa condição típica. Em prova, sempre vale lembrar: flúor em dose certa ajuda na prevenção da cárie; em dose demais, vira problema. O remédio e o veneno, às vezes, só mudam de quantidade. A banca costuma cobrar exatamente essa associação: excesso de flúor + alteração em dentes e/ou ossos = fluorose. Não se trata de defeitos hereditários de formação, nem de alterações isoladas de cor, mas de um quadro tóxico relacionado à exposição prolongada. Por isso, o gabarito é a alternativa C.