As respostas positivas aos exames de percussão vertical e de percussão horizontal, estão comumente associadas, respectivamente, às(à)
- A)alterações de origem endodôntica e alterações periodontais.
Correta: a percussão vertical costuma indicar alterações de origem endodôntica, enquanto a horizontal se relaciona mais a alterações periodontais.
- B)alterações periodontais e alterações de origem endodôntica.
Errada: inverte a associação clássica entre os tipos de percussão e a origem da alteração.
- C)lesões cervicais não cariosas e pulpite reversível.
Errada: lesão cervical não cariosa e pulpite reversível não são a correlação típica dos testes de percussão.
- D)alterações de origem periodontal e lesões cervicais não cariosas.
Errada: a percussão horizontal pode sugerir comprometimento periodontal, mas lesão cervical não cariosa não é a resposta esperada para esse exame.
- E)pulpite reversível e necrose pulpar.
Errada: pulpite reversível e necrose pulpar são diagnósticos pulpares, não a associação pedida entre tipos de percussão e origem endodôntica/periodontal.
Gabarito: A
Na Endodontia, os testes de percussão ajudam a localizar onde está a inflamação e qual estrutura está sofrendo mais. A percussão vertical costuma ser mais sensível quando o problema vem da região periapical, ou seja, quando há comprometimento de origem endodôntica. Isso acontece porque o impacto no eixo do dente “cutuca” mais o ligamento periodontal e a área ao redor do ápice, que é onde a dor endodôntica costuma aparecer com força. Já a percussão horizontal, por provocar uma força lateral, tende a evidenciar mais alterações do periodonto de sustentação, especialmente quando há mobilidade, perda de inserção ou inflamação periodontal. Em outras palavras: o dente “reclama” de um jeito diferente conforme o tipo de trauma aplicado. Parece detalhe, mas em prova isso é a senha para separar endo de perio. Por isso, a associação clássica é: percussão vertical positiva ligada a alterações de origem endodôntica, e percussão horizontal positiva ligada a alterações periodontais. É exatamente o que traz a alternativa A. Na prática clínica, claro, os testes não vivem sozinhos: eles são interpretados junto com anamnese, teste térmico, palpação, sondagem periodontal e radiografia. Mas, em questões objetivas, essa relação entre o tipo de percussão e a origem da alteração é um atalho muito cobrado.