Considerando a relação risco x benefício, assinale a opção que apresenta somente condições que podem contraindicar a remoção de dentes impactados.
- A)Extremos de idade, provável dano a estruturas nobres e elemento mesio angulado.
Errada, porque a angulação mesioangulada não é contraindicação por si só para remoção de dente impactado.
- B)Extremos de idade, elemento em oclusão e provável dano a estruturas nobres.
Errada, porque dente em oclusão não é uma contraindicação clássica e a alternativa mistura esse achado com fatores que podem ou não contraindicar.
- C)Condição médica comprometida, extremos de idade e provável dano a estruturas nobres.
Certa, pois reúne condição médica comprometida, extremos de idade e provável dano a estruturas nobres, que são situações que podem contraindicar a cirurgia.
- D)Provável dano a estruturas nobres, tabagismo e elemento disto angulado.
Errada, porque tabagismo é fator de risco para cicatrização, mas não aparece como contraindicação isolada clássica, e a angulação distoangulada também não basta para contraindicar.
- E)Elemento mesio angulado, tabagismo e condição médica comprometida.
Errada, porque mesioangulação e distoangulação são apenas posições do dente e não contraindicam a remoção; a presença de tabagismo também não fecha contraindicação absoluta.
Gabarito: C
A remoção de dentes impactados parece simples no papel, mas na prática ela depende de uma boa conta de risco x benefício. Nem todo dente incluso deve ser retirado: se o procedimento puder causar mais problema do que solução, a conduta pode ser adiar ou até não indicar a cirurgia. Entre os fatores que pesam contra a exodontia, entram a condição médica comprometida, os extremos de idade e a possibilidade de lesar estruturas nobres, como nervo alveolar inferior, seio maxilar e dentes adjacentes. Pense assim: se o paciente está muito fragilizado, muito jovem ou muito idoso, ou se a anatomia mostra alto risco cirúrgico, a balança pode pender contra a remoção. A cirurgia de terceiros molares, por exemplo, não é “obrigatória” só porque o dente está impactado; ela precisa ter justificativa clínica e prognóstico favorável. Essa lógica é clássica em cirurgia oral e maxilofacial e é reforçada nos manuais de indicação cirúrgica e avaliação pré-operatória. O gabarito é a letra C porque reúne exatamente três situações que podem contraindicar a remoção: condição médica comprometida, extremos de idade e provável dano a estruturas nobres. As demais alternativas misturam itens que não são contraindicações típicas, como posição mesioangulada ou distoangulada por si só, que são apenas achados anatômicos e não proibição de cirurgia. Em prova, a banca costuma transformar um detalhe técnico em armadilha: ela troca contraindicação real por característica radiográfica ou por fator de risco não absoluto. Aqui, o ponto central é lembrar que contraindicação não é “qualquer dificuldade”, mas sim aquilo que torna o procedimento desaconselhável no contexto clínico do paciente.