Assinale a opção que corresponde à dose máxima de epinefrina, na diluição de 1:100.000, que pode ser aplicada por sessão, de forma segura, em pacientes com doença cardiovascular clinicamente significante.
- A)1 tubete.
Está abaixo do limite máximo, mas não corresponde à dose máxima segura por sessão.
- B)2 tubetes.
Correta: 2 tubetes de 1,8 mL em 1:100.000 totalizam cerca de 0,036 mg, ficando dentro do teto de 0,04 mg.
- C)3 tubetes.
Excede o limite recomendado para pacientes com doença cardiovascular clinicamente significante.
- D)4 tubetes.
Excede ainda mais o limite seguro e aumenta o risco de efeitos cardiovasculares indesejáveis.
- E)Pacientes com doença cardiovascular não podem receber epinefrina.
Errada: pacientes cardiopatas podem receber epinefrina, desde que em dose reduzida e com cautela.
Gabarito: B
Em pacientes com doença cardiovascular clinicamente significante, a epinefrina ainda pode ser usada, mas com muito mais cuidado. A ideia não é proibir tudo e transformar o consultório num monastério, e sim reduzir o risco de taquicardia, aumento da pressão e sobrecarga cardíaca. A recomendação clássica é limitar a dose de epinefrina a 0,04 mg por sessão nesses pacientes. Na diluição 1:100.000, cada tubete de 1,8 mL contém cerca de 0,018 mg de epinefrina. Fazendo a conta, 2 tubetes fornecem aproximadamente 0,036 mg, ficando dentro do limite seguro. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Um tubete ficaria abaixo do máximo, mas a questão pede a dose máxima por sessão. Três ou quatro tubetes ultrapassariam a faixa recomendada e aumentariam desnecessariamente o risco cardiovascular. Esse limite de 0,04 mg é o parâmetro didático mais cobrado em Odontologia para pacientes cardiopatas, vindo da prática clínica e de diretrizes de anestesia local em pacientes de risco. Então, aqui, a lógica é simples: pode usar, mas com freio de mão puxado.