É fundamental que o cirurgião-dentista saiba calcular o volume máximo de uma solução anestésica local. Faz parte desse cálculo, a dose máxima absoluta do anestésico, independente do peso do paciente. Um dos anestésicos locais mais utilizados em Odontologia é a lidocaína 2% e sua dose máxima absoluta (independente do peso) é de:
- A)200 mg.
200 mg é abaixo do teto clássico da lidocaína, então não corresponde à dose máxima absoluta cobrada para esse anestésico.
- B)300 mg.
300 mg está correto, pois é a dose máxima absoluta tradicionalmente atribuída à lidocaína em Odontologia.
- C)400 mg.
400 mg ultrapassa o limite máximo absoluto usual da lidocaína, aumentando o risco de toxicidade.
- D)500 mg.
500 mg é excessivo para lidocaína e não é aceito como dose máxima absoluta em Odontologia.
- E)600 mg.
600 mg está muito acima do máximo recomendado e seria um valor inseguro para a lidocaína.
Gabarito: C
A lidocaína 2% é um anestésico local muito usado em Odontologia, e o cálculo da dose máxima serve para evitar toxicidade sistêmica. Como a solução é 2%, isso significa 20 mg por mL, então o profissional precisa sempre converter concentração em miligramas antes de pensar em volume de tubetes. Na prática clínica, a lidocaína sem vasoconstrictor ou em algumas referências de dose máxima absoluta é limitada por um teto em miligramas, independentemente do peso do paciente. Para a lidocaína, esse limite clássico cobrado em prova é de 300 mg, que é exatamente o que a questão quer quando fala em dose máxima absoluta. Fazendo a conta mental rápida: 2% = 20 mg/mL. Um tubete de 1,8 mL tem cerca de 36 mg de lidocaína. Assim, 300 mg correspondem a aproximadamente 8 tubetes e pouco, o que ajuda você a enxergar por que essa informação é tão cobrada em concurso. Então, o gabarito é a letra C porque 300 mg é a dose máxima absoluta da lidocaína em Odontologia, valor consagrado em materiais doutrinários de farmacologia e anestesiologia odontológica e compatível com a prática segura do atendimento.