Em uma radiografia panorâmica, qual achado auxilia no diagnóstico da Síndrome de Eagle?
- A)O formato de amora dos molares permanentes.
Errada, porque o formato de amora dos molares permanentes é um detalhe anatômico dentário, sem relação com a Síndrome de Eagle.
- B)A presença de área radiolúcida em formato de favo de mel.
Errada, porque área radiolúcida em favo de mel sugere outro tipo de lesão óssea, não a alteração típica dessa síndrome.
- C)A agenesia de pré-molares.
Errada, porque agenesia de pré-molares é alteração de desenvolvimento dentário e não ajuda no diagnóstico da Síndrome de Eagle.
- D)A calcificação do ligamento estilo-hioideo.
Certa, porque a calcificação do ligamento estilo-hioideo é o achado radiográfico clássico associado à Síndrome de Eagle.
Gabarito: D
A Síndrome de Eagle é uma condição em que o processo estiloide fica alongado ou o ligamento estilo-hioideo sofre calcificação, o que pode causar dor na face, sensação de corpo estranho na garganta e desconforto ao engolir. Em radiologia odontológica, especialmente na panorâmica, o achado que chama atenção é justamente essa calcificação do trajeto do ligamento estilo-hioideo, que aparece como uma imagem linear ou segmentada na região cervical. É o tipo de detalhe que, se você não procura, passa batido como figurante de fundo em foto de família. A radiografia panorâmica é muito útil porque oferece uma visão ampla das estruturas maxilofaciais e pode sugerir alterações anatômicas ou calcificações de partes moles. Na Síndrome de Eagle, ela não fecha o diagnóstico sozinha em todos os casos, mas ajuda muito a levantar a suspeita ao mostrar a ossificação ou calcificação do complexo estilo-hioideo. Por isso, o gabarito é a letra D: a calcificação do ligamento estilo-hioideo. Esse é o achado clássico associado à Síndrome de Eagle e o que a banca quer que você reconheça na imagem panorâmica. Em prova, quando aparecer dor cervicofacial e radiografia com estrutura calcificada nessa região, pense nessa síndrome antes de inventar moda.