Em relação à radiologia como meio de diagnóstico das doenças periodontais marque a alternativa CORRETA.
- A)A ruptura e perda de definição da lâmina dura, contínua perda óssea periodontal, aumento do espaço do ligamento periodontal, redução da altura do osso interdental e a redução da altura do septo interdental são alterações radiográficas presentes na periodontite.
Correta, porque reúne achados radiográficos típicos da periodontite, como perda da lâmina dura, aumento do espaço periodontal e redução da altura óssea interdental.
- B)Os exames radiográficos são um importante meio de diagnóstico nos estágios precoces da doença periodontal, pois avaliam o nível de perda óssea, o prognóstico e posteriormente o resultado do tratamento estabelecido para o caso.
Errada, porque a radiografia não é o melhor método para diagnóstico em fases precoces, já que a perda óssea só aparece quando já houve destruição suficiente.
- C)A avaliação de casos após o tratamento periodontal com o objetivo de diferenciar doença tratada e doença periodontal ativa é realizada por exames radiográficos devido a capacidade de determinar a quantidade de perda óssea.
Errada, porque a atividade da doença periodontal não é diferenciada apenas por radiografia; isso exige avaliação clínica, pois a imagem mostra dano estrutural e não atividade inflamatória.
- D)O envolvimento de furca na doença periodontal é determinado a partir de exames radiográficos devido ao uso de técnicas especificas que impedem superposição radiculares, mesmo em casos de variações anatômicas.
Errada, porque o envolvimento de furca pode ser subestimado ou não ser bem visualizado em radiografias, devido à superposição e às limitações da técnica.
- E)Na doença periodontal, o osso passa por alterações que comprometem a lamina dura e a radiopacidade das cristas ósseas, porém não tendem a afetar o tamanho e formato dos espaços medulares, bem como a altura, contorno e espessura do osso afetado.
Errada, porque a doença periodontal também altera o tamanho, o formato e a altura do osso, além da lâmina dura e da crista óssea.
Gabarito: A
Na periodontia, a radiografia ajuda bastante, mas ela não faz milagre: mostra principalmente os efeitos da doença no osso, e não a atividade inflamatória em si. Por isso, ela é útil para avaliar perda óssea, padrão da destruição e acompanhamento ao longo do tempo, mas sempre junto com exame clínico, sondagem periodontal e análise de sangramento e mobilidade. Ou seja, raio-X é uma peça do quebra-cabeça, não o quebra-cabeça inteiro. A alternativa A está correta porque descreve sinais radiográficos clássicos da periodontite: perda de definição da lâmina dura, aumento do espaço do ligamento periodontal, redução da altura do osso interdental e perda óssea progressiva. Esses achados refletem a reabsorção do suporte periodontal causada pela doença. Em radiologia periodontal, a alteração óssea é justamente o que costuma aparecer com mais clareza. As alternativas erradas tentam dar à radiografia um poder maior do que ela realmente tem. Ela não é o melhor exame para fases muito precoces nem para dizer se a doença está ativa no momento, porque isso depende mais de dados clínicos do que da imagem. Também não resolve sozinha o diagnóstico de envolvimento de furca em todos os casos, já que sobreposição de estruturas e limitações angulares podem esconder a lesão. Em provas de concurso, lembre-se do raciocínio clássico: radiografia mostra consequência, não intensidade inflamatória instantânea. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar com uma frase bonita e um truque escondido.