As facetas diretas de resina composta consistem no recobrimento da superfície vestibular alterada, com aplicação e escultura de uma ou mais camadas de resina composta fotopolimerizável. (COELHO DE SOUZA, Fábio H. Facetas Estéticas: Resina Composta, Laminado Cerâmico e Lente de Contato. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2018. E-book. p. 50. ISBN 9788554650285.) Trata-se de uma limitação a esse procedimento:
- A)Dente hipoplásico.
Errada: dente hipoplásico costuma ser uma boa indicação para mascarar defeitos de estrutura e melhorar a estética com resina composta.
- B)Apinhamento severo.
Certa: apinhamento severo dificulta o contorno ideal da faceta e pode exigir sobrecontorno, prejudicando estética, higiene e função.
- C)fechamento de diastema.
Errada: o fechamento de diastema é uma das indicações mais clássicas das facetas diretas em resina composta.
- D)Dente com ampla lesão cervical não cariosa.
Errada: lesões cervicais não cariosas amplas podem ser restauradas com resina, embora exijam técnica cuidadosa e controle de isolamento.
- E)Dente não vital escurecido ou manchado de forma intrínseca.
Errada: dentes não vitais escurecidos ou manchados intrinsecamente podem receber facetas, embora às vezes precisem de estratégias adicionais de mascaramento.
Gabarito: B
As facetas diretas em resina composta são uma alternativa estética conservadora, usadas para corrigir forma, cor, pequenas fraturas, desgastes e espaços entre dentes, com aplicação direta e escultura da resina sobre a face vestibular. Em geral, elas funcionam muito bem quando o caso permite preparo mínimo e controle de forma e cor pelo operador. Mas nem tudo são flores no consultório. Quando há apinhamento severo, o problema principal deixa de ser só estético e passa a ser de posicionamento dentário. Nessa situação, a resina até pode “maquiar” um pouco, porém não resolve a falta de alinhamento e ainda pode exigir aumento exagerado do contorno dental, comprometendo estética, higiene e oclusão. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Apinhamento severo é limitação clássica para facetas diretas, porque o ganho de volume necessário pode gerar dentes artificialmente largos, invasão de papila, excesso cervical e resultado final pouco natural. Em casos assim, muitas vezes é melhor pensar em ortodontia antes do procedimento restaurador. As demais alternativas representam situações em que a faceta direta pode ser indicada, especialmente em casos de alteração de forma, defeitos de esmalte, lesões cervicais não cariosas ou escurecimento intrínseco, desde que haja planejamento adequado e controle de substrato e cor.