Uma cirurgiã-dentista realizou uma radiografia periapical da região de incisivos superiores e pediu a sua auxiliar que fizesse o processamento radiográfico. Inadvertidamente, a auxiliar abriu o filme fora da caixa de revelação. Qual a melhor conduta neste caso?
- A)Fazer nova radiografia, pois a imagem aparecerá alongada.
Errada, porque a distorção por alongamento não tem relação com abertura do filme à luz; isso é problema de técnica de posicionamento, não de processamento.
- B)Fazer nova radiografia, pois não haverá formação da imagem.
Certa, porque a exposição do filme à luz fora da caixa de revelação compromete a emulsão e impede a obtenção de imagem diagnóstica útil.
- C)Revelar a radiografia, pois a imagem aparecerá normalmente.
Errada, porque a revelação não corrige o velamento causado pela luz antes do processamento.
- D)Revelar a radiografia, pois a imagem aparecerá ligeiramente esbranquiçada.
Errada, porque o efeito não é apenas uma imagem esbranquiçada, mas sim perda do exame por exposição indevida à luz.
Gabarito: B
Na radiologia odontológica, o filme radiográfico precisa ser manipulado em ambiente escuro ou sob segurança adequada, porque ele é sensível à luz. Se o filme for aberto fora da caixa de revelação, ele sofre velamento por exposição luminosa e perde a capacidade de registrar a imagem de forma aproveitável. Em outras palavras: a luz estraga o filme antes mesmo de ele entrar no revelador, como se a foto tivesse sido tirada com a lente tampada, mas pelo lado errado. Por isso, a conduta correta é descartar essa radiografia e fazer outra. Não adianta “salvar” no processamento, porque o problema ocorreu antes da revelação: a emulsão já foi exposta indevidamente. O resultado esperado é ausência de imagem diagnóstica útil, ou um filme totalmente velado. Esse é um princípio básico de processamento radiográfico: o controle da luz é essencial para preservar a qualidade da imagem. A literatura de radiologia odontológica ensina que a abertura do filme fora do ambiente apropriado compromete irreversivelmente o exame, exigindo repetição da tomada. Em prova, sempre desconfie das alternativas que prometem corrigir no revelador um erro que aconteceu na manipulação inicial. Então, no caso narrado, a melhor conduta é refazer a radiografia, porque não haverá formação de imagem útil após a abertura inadvertida do filme fora da caixa de revelação.