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Odontologia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Odontologia

Nos casos de doença periodontal infecciosa, a radiografia periapical é um método indireto fundamental para avaliar a quantidade de perda óssea, estimar a gravidade, determinar o prognóstico e avaliar o resultado do tratamento. Em relação ao que se deve considerar durante a análise radiográfica dos casos de periodontite, é possível afirmar que:

Gabarito: B

Na periodontite, a radiografia periapical ajuda muito, mas tem uma limitação clássica: ela mostra uma "foto" em 2D de um problema que é tridimensional. Por isso, a imagem nem sempre traduz com perfeição a real extensão da perda óssea, especialmente nas áreas vestibular e lingual, que costumam ficar escondidas na projeção. O achado radiográfico mais precoce costuma ser a perda de nitidez ou a ruptura da lâmina dura. Isso acontece porque a inflamação periodontal altera primeiro as estruturas de suporte ao redor do dente, e a lâmina dura, que é aquela linha radiopaca fina ao redor do alvéolo, deixa de aparecer bem definida. Então, quando a banca pergunta o primeiro sinal radiográfico, a resposta clássica é essa. Outro ponto importante é que a radiografia geralmente subestima a doença periodontal, e não o contrário. Muitas vezes é preciso uma perda mineral considerável para que a alteração fique visível na imagem, então o osso pode estar pior do que a radiografia sugere. Esse é um detalhe querido pelas bancas, porque elas adoram trocar "subestimar" por "superestimar" para testar atenção. Assim, o gabarito B está correto porque a perda de definição da lâmina dura é a alteração radiográfica inicial mais característica na periodontite. Já a análise de faces vestibular e lingual não é o ponto forte da radiografia periapical, e a interpretação do defeito ósseo precisa sempre considerar essa limitação.

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