A Síndrome de Ardência Bucal (SAB) afeta principalmente mulheres no período pós-menopausa, sendo que a faixa etária mais prevalente da doença situa-se entre 50 e 60 anos. Mucosa íntegra, sobretudo nas áreas em que os sintomas de ardência ocorrem; é fundamental para o diagnóstico da síndrome, que é eminentemente clínico. A disgeusia é uma queixa secundária frequente de pacientes acometidos por SAB. Assinale a seguir o significado correto de disgeusia.
- A)Alteração do paladar.
Correta: disgeusia é alteração do paladar.
- B)Fluxo salivar aumentado.
Errada: isso descreve aumento do fluxo salivar, chamado hipersalivação ou sialorreia.
- C)Ardência no dorso da língua.
Errada: ardência no dorso da língua é um sintoma, não o significado de disgeusia.
- D)Perda de sensibilidade ao quente.
Errada: perda de sensibilidade ao quente é alteração térmica/sensitiva, não do paladar.
Gabarito: A
A Síndrome de Ardência Bucal (SAB) costuma aparecer em mulheres no período pós-menopausa e, apesar da queixa intensa de ardor, a mucosa oral geralmente está íntegra ao exame. Isso é importante porque a síndrome é um diagnóstico clínico, feito pela história e pela exclusão de outras causas locais ou sistêmicas. Ou seja: a boca “parece normal”, mas o paciente sente que está pegando fogo, o que é bem característico. Entre as queixas associadas, a disgeusia aparece com frequência. Disgeusia significa alteração do paladar, isto é, o paciente pode relatar gosto metálico, amargo, alterado ou sensação de sabor estranho. Na SAB, isso pode acompanhar a ardência e reforça o quadro, mas não substitui a avaliação clínica cuidadosa. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Em linguagem simples: disgeusia não é dor, não é aumento de saliva e não é perda de sensibilidade térmica, mas sim mudança na percepção do gosto. Em prova, vale memorizar essa associação direta: SAB + mucosa normal + ardor + possível alteração do paladar.