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Odontologia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Odontologia

A técnica de pulpotomia é baseada na extirpação do tecido pulpar coronário em um dente com polpa vital. Seu objetivo é manter a polpa radicular vital e assintomática, sem evidências pós-operatórias de comprometimento ou reabsorção radicular patológica. Esta técnica está contraindicada em:

Gabarito: B

A pulpotomia é uma conduta conservadora: remove-se apenas a polpa coronária do dente com polpa vital, preservando a polpa radicular para manter o dente em função e sem sintomas. Ela costuma ser indicada quando a polpa ainda tem boa chance de cicatrização e não há sinais de doença periapical instalada. É aquele tipo de tratamento que tenta salvar o máximo possível do tecido vivo, sem fazer a polpa "pagar o preço inteiro". O ponto central é simples: para dar certo, a polpa radicular precisa estar saudável ou, no mínimo, sem evidências de envolvimento patológico mais profundo. Por isso, quando há lesão radiolúcida inter ou perirradicular, o cenário já sugere comprometimento do sistema pulpar e/ou periapical, o que afasta a indicação da pulpotomia. Nessa situação, a chance de sucesso cai bastante, porque o problema já deixou de ser apenas coronário. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica clínica: pulpotomia pede polpa vital e ausência de sinais radiográficos de lesão periapical. Isso é compatível com a doutrina clássica da Endodontia, que trata a presença de rarefação óssea/radiolucidez perirradicular como indicativo de doença instalada, tornando a técnica inadequada como solução conservadora. Por isso, o gabarito é a letra B. As outras alternativas trazem situações que não configuram contraindicação direta, ou até descrevem achados compatíveis com a própria indicação de tratamento conservador.

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