Tumores odontogênicos benignos epiteliais são tumores que têm o epitélio odontogênico como responsável pela sua patogênese, sem a participação de ectomesênquima odontogênica. Dos tumores a seguir relacionados, podemos afirmar que é maligno:
- A)Ameloblastoma.
Errada: o ameloblastoma é um tumor odontogênico epitelial benigno, porém localmente agressivo e com alta chance de recidiva.
- B)Fibroma odontogênico.
Errada: o fibroma odontogênico é um tumor odontogênico benigno, geralmente relacionado ao componente mesenquimal, não sendo maligno.
- C)Fibrossarcoma ameloblástico.
Certa: o fibrossarcoma ameloblástico é uma neoplasia odontogênica maligna, com comportamento infiltrativo e potencial metastático.
- D)Tumor odontogênico adenomatoide.
Errada: o tumor odontogênico adenomatoide é benigno, de crescimento lento e geralmente bem delimitado.
Gabarito: C
Os tumores odontogênicos benignos epiteliais são aqueles formados basicamente por epitélio odontogênico, sem um componente ectomesenquimal neoplásico importante. É nessa família que entram, por exemplo, o ameloblastoma e o tumor odontogênico adenomatoide, que costumam ser localmente agressivos, mas continuam sendo lesões benignas. Já o fibroma odontogênico, pela própria nomenclatura, pertence ao grupo de tumores mesenquimais/mistos e não ao grupo dos epiteliais puros. A questão pede o tumor que é maligno, e aí mora a pegadinha clássica: o fibrossarcoma ameloblástico. Ele é a contraparte maligna do fibroma ameloblástico, com comportamento infiltrativo e potencial de metástase, diferindo dos tumores benignos citados nas outras alternativas. Em patologia oral, a regra prática é: ameloblastoma pode ser destrutivo e recidivante, mas não é maligno; já o termo "sarcoma" no nome costuma acender o alerta para malignidade. Então, o gabarito é a letra C porque o fibrossarcoma ameloblástico é um tumor odontogênico maligno. As demais opções representam tumores odontogênicos benignos, ainda que alguns deles possam ser localmente agressivos e exigir tratamento cirúrgico cuidadoso. Em prova, guarde esta ideia: benigno não significa inofensivo, e maligno não depende só do local de origem, mas do comportamento biológico do tumor. Aqui, o diagnóstico correto vem mais pela classificação histopatológica do que pela aparência clínica.