Os molares superiores permanentes irrompem entre seis meses e um de idade, após a erupção dos molares inferiores permanentes correspondentes. Normalmente, estes dentes são os primeiros dentes permanentes a irromperem no arco superior. Além disso, os molares superiores são, em geral, os maiores e mais fortes dentes do arco dental superior. (Fehrenbach & Tracy, 2022.) Quantas são e como se chamam as raízes destes dentes?
- A)2 raízes: mesial e distal.
Errada, porque molares superiores não têm apenas 2 raízes nomeadas como mesial e distal.
- B)2 raízes: vestibular e palatina.
Errada, porque embora existam referências vestibular e palatina, os molares superiores permanentes têm 3 raízes, não 2.
- C)3 raízes: mesiopalatina; distopalatina; e, vestibular.
Errada, porque os nomes mesiopalatina e distopalatina não correspondem à nomenclatura anatômica usual desses molares.
- D)3 raízes: mesiovestibular; distovestibular; e, palatina.
Certa, pois os molares superiores permanentes apresentam 3 raízes: mesiovestibular, distovestibular e palatina.
Gabarito: D
Os molares superiores permanentes são aqueles dentes “grandalhões” do arco superior, feitos para aguentar mastigação pesada sem reclamar. E, por essa função, eles costumam apresentar uma anatomia radicular bem característica: três raízes. Isso acontece nos molares superiores em geral, principalmente no primeiro molar, que é o clássico da prova. As raízes recebem nomes conforme a posição no arco. No caso dos molares superiores, a raiz voltada para a bochecha e para a frente é a mesiovestibular, a voltada para a bochecha e para trás é a distovestibular, e a raiz única do lado do palato é a palatina. Essa divisão é muito cobrada porque mistura vestibular, palatina, mesial e distal, então vale decorar com calma. Por isso, o gabarito D está correto: os molares superiores permanentes possuem 3 raízes, chamadas mesiovestibular, distovestibular e palatina. É a anatomia clássica desses dentes na odontologia pré-clínica. Se você lembrar do desenho mental de “duas vestibulares e uma palatina”, já mata boa parte das questões sobre molares superiores. A banca gosta justamente de confundir isso com raízes mesial e distal, que são nomes mais típicos de outras referências anatômicas, mas não da descrição correta desses dentes.