O exame clínico se divide em uma fase subjetiva ou anamnese, na qual o paciente relatará, principalmente,sua percepção dos sintomas e descreverá o desenvolvimento dos sinais, e em uma fase objetiva ou exame físico, na qual o profissional de saúde procurará descrever apurada e detalhadamente os sinais obtidos pelos órgãos dos sentidos e pesquisará alguns sintomas que poderão ser provocados por manobras. (Marcucci, 2020.) Assinale a alternativa que representa sinal de uma doença:
- A)Dor.
Errada, porque dor é um sintoma subjetivo, relatado pelo paciente.
- B)Anestesia.
Errada, porque anestesia é uma alteração de sensibilidade percebida pelo paciente, não um sinal observado diretamente.
- C)Parestesia.
Errada, porque parestesia é uma sensação anormal descrita pelo paciente, como formigamento ou dormência.
- D)Alteração de cor do tecido.
Certa, porque alteração de cor do tecido é um sinal objetivo, identificável no exame clínico.
Gabarito: D
Na propedêutica, a diferença entre sinal e sintoma cai muito em prova, porque a banca gosta de misturar percepção do paciente com achado do examinador. Sintoma é algo subjetivo: depende do que o paciente sente e relata, como dor, formigamento ou perda de sensibilidade. Já sinal é objetivo: é aquilo que você consegue observar, medir ou constatar no exame clínico, como edema, lesão, sangramento ou mudança de coloração da mucosa. No enunciado, a questão pede justamente um sinal de doença. Entre as alternativas, a alteração de cor do tecido é um achado visível ao exame físico, portanto um sinal. Você não precisa que o paciente "sinta" a cor mudar para isso ser percebido - basta observar no exame clínico. As demais opções são exemplos clássicos de sintomas ou alterações sensitivas relatadas pelo paciente: dor, anestesia e parestesia. Em provas de Odontologia, especialmente em propedêutica, essa distinção costuma aparecer de forma bem direta, quase como um teste de atenção. Então, o gabarito é a letra D, porque alteração de cor do tecido é um achado objetivo, reconhecido pelo profissional no exame físico, e não uma percepção subjetiva do paciente.