A correta detecção das lesões de cárie e subsequente avaliação de suas características clínicas são imprescindíveis para a decisão de tratamento e planejamento das consultas odontológicas. Esse processo inclui a avaliação criteriosa das superfícies dentárias com a identificação de quatro características importantes: a confirmação da presença da lesão de cárie (sinal clínico da doença); a presença de cavidade; a sua extensão ou profundidade; e, o seu status de atividade. Para isso, métodos de detecção têm sido rotineiramente testados e indicados para o uso do profissional, cada um com as suas indicações específicas. Os métodos que estão mais acessíveis e apresentam bom desempenho são os exames visual-tátil e o radiográfico. (Magalhães, 2020.) NÃO é indicado para o exame visual-tátil da cárie:
- A)Sonda OMS.
Correta, pois a sonda OMS tem ponta arredondada e pode ser usada com delicadeza no exame visual-tátil.
- B)Espelho clínico.
Correta, porque o espelho clínico auxilia a visualização indireta e o exame das superfícies dentárias.
- C)Sonda periodontal.
Errada, pois a sonda periodontal não é o instrumento clássico indicado para detecção visual-tátil de cárie.
- D)Sonda exploradora pontiaguda.
Errada, porque a sonda exploradora pontiaguda pode traumatizar a lesão inicial e não deve ser usada nesse exame.
Gabarito: D
O exame visual-tátil da cárie é uma etapa básica e muito importante da odontologia pré-clínica. A ideia é olhar bem a superfície dental, secar, iluminar e, quando necessário, tocar com delicadeza para confirmar sinais clínicos da lesão, avaliar se há cavidade, medir sua extensão e observar se está ativa ou inativa. Aqui, menos força e mais critério costumam render um diagnóstico melhor. Não é exame para “cutucar” o dente como se estivesse testando parede com chave de fenda. Por isso, os instrumentos mais aceitos são o espelho clínico, para visualização indireta e afastamento de tecidos, e a sonda OMS, que tem ponta arredondada e serve para avaliação suave da superfície, sem agressão. Esses materiais ajudam a examinar a lesão com segurança e sem transformar uma mancha em um buraco. Já a sonda exploradora pontiaguda não é indicada para esse exame. Ela pode desgastar o esmalte desmineralizado, romper uma lesão inicial e até gerar falsa sensação de cavidade. Em vez de ajudar, pode piorar a situação e comprometer a avaliação clínica. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D: esse instrumento é agressivo demais para a detecção visual-tátil da cárie. Em termos práticos, pense assim: na suspeita de cárie, o profissional deve examinar com cuidado, sem traumatizar a superfície. O diagnóstico correto vem de observação criteriosa, e não de força bruta.