A alveolite (osteíte alveolar) é uma complicação que ocorre em 1 a 4% dos casos de exodontia, caracterizada pela desintegração do coágulo sanguíneo, que deixa o alvéolo dentário vazio. (Eduardo Dias de Andrade.) Considerando a informação anterior sobre esta urgência odontológica, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Ao exame físico é comum serem observados restos do coágulo necrosado, estando, muitas vezes, o osso alveolar exposto.
Correta: na alveolite é comum haver coágulo degradado, debris necróticos e até osso alveolar exposto no exame clínico.
- B)A anestesia local deve ocorrer por meio de bloqueio regional, evitando-se infiltrar a solução anestésica ao redor do alvéolo dentário.
Correta: a anestesia regional é preferível, evitando infiltração diretamente na área inflamada, que tende a ser mais dolorosa e menos eficaz.
- C)O uso de antiobioticoterapia torna-se obrigatório, mesmo que ausente o exsudato purulento e manifestações sistêmicas como a linfadenite.
Errada: antibiótico não é obrigatório na alveolite sem pus ou sinais sistêmicos, pois o tratamento costuma ser local e sintomático.
- D)Pode ser considerada como uma forma de osteíte oriunda da cortical óssea alveolar, devido ao comprometimento inflamatório antes da exodontia.
Correta: a alveolite pode ser entendida como osteíte alveolar relacionada à cortical óssea após a exodontia, com processo inflamatório local.
Gabarito: C
A alveolite, ou osteíte alveolar, é uma complicação pós-exodontia em que o coágulo se desfaz cedo demais e o alvéolo fica “abandonado”, com dor forte, mau odor e, muitas vezes, osso exposto. Ela aparece com mais frequência alguns dias após a extração e o foco do tratamento costuma ser local: limpeza suave, irrigação do alvéolo, controle da dor e orientação ao paciente. O ponto principal aqui é que a alveolite nem sempre é infecção bacteriana ativa. Por isso, antibiótico não entra automaticamente no pacote. Ele só faz sentido quando há sinais de infecção mais ampla, como exsudato purulento, celulite, febre ou acometimento sistêmico. Sem isso, usar antibiótico de rotina é excesso de zelo e não tratamento padrão. A alternativa C erra exatamente por dizer que a antibioticoterapia é obrigatória mesmo sem pus e sem manifestações sistêmicas. Isso contraria a conduta clássica ensinada em cirurgia oral e maxilofacial: a alveolite é, em regra, uma complicação local e autolimitada, tratada com medidas locais e analgésicos, não com antibiótico obrigatório. Em prova, pense assim: alveolite gosta de local, dor e alvéolo vazio; antibiótico fica para quando a história “subiu o tom” e passou do alvéolo. É o tipo de detalhe que a banca adora cobrar com cara de tratamento universal, mas não é.