Uma criança de 9 anos de idade, com diagnóstico de amelogênese imperfeita, apresenta esmalte translúcido, com espessura reduzida em relação ao esmalte normal, com aspecto radiográfico do contraste esmalte/dentina semelhante à normalidade. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta o tipo provável da amolegênese imperfeita.
- A)tipo opacidade difusa
Errada, porque opacidade difusa é um achado descritivo de manchas do esmalte e não o tipo clássico de classificação da amelogênese imperfeita cobrado aqui.
- B)tipo hipertrófico
Errada, porque o tipo hipertrófico não corresponde à classificação da amelogênese imperfeita e não explica esmalte fino com contraste radiográfico preservado.
- C)tipo hipomaturado
Errada, porque o tipo hipomaturado costuma ter esmalte de espessura mais próxima do normal, porém mais opaco e com alteração radiográfica mais evidente.
- D)tipo hipocalcificado
Errada, porque o tipo hipocalcificado apresenta esmalte mais mole, poroso e com contraste esmalte/dentina bem reduzido na radiografia.
- E)tipo hipoplásico
Certa, porque o tipo hipoplásico cursa com redução da espessura do esmalte, mantendo em geral contraste radiográfico semelhante ao normal.
Gabarito: E
A amelogênese imperfeita é uma alteração genética na formação do esmalte, e o segredo da questão está em ligar os achados clínicos ao tipo da alteração. Quando o esmalte é translúcido, mas está mais fino do que o normal, a pista principal é que houve defeito na formação da matriz do esmalte, ou seja, o esmalte até existe, mas foi produzido em menor quantidade. Isso aponta para o tipo hipoplásico. Nele, a espessura do esmalte fica reduzida, podendo haver sulcos, fossas ou áreas com falta de esmalte, enquanto a mineralização pode estar relativamente preservada. Por isso, o contraste radiográfico entre esmalte e dentina pode parecer próximo do normal, já que o esmalte não está necessariamente “mais fraco” em densidade, e sim em quantidade. Já nos tipos hipomaturado e hipocalcificado, o problema principal é a qualidade do esmalte, não apenas a espessura. Nesses casos, o esmalte tende a ser mais poroso, menos mineralizado e com contraste radiográfico bem pior, ficando mais fácil de confundir com dentina. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença: quantidade de esmalte alterada - hipoplásico; qualidade do esmalte alterada - hipomaturado/hipocalcificado. Então, com esmalte translúcido, espessura reduzida e radiografia sem alteração importante do contraste esmalte/dentina, o quadro é clássico de amelogênese imperfeita do tipo hipoplásico.