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Odontologia · Avança SP · 2025

Questão comentada de Odontologia

Qual das alternativas abaixo traz um aspecto relativo à paralisia facial temporária?

Gabarito: C

A paralisia facial temporária é um acidente clássico da anestesia odontológica, quase sempre ligada a uma técnica mal executada na região do bloqueio do nervo alveolar inferior. Em vez de o anestésico ficar onde deveria, ele pode atingir a glândula parótida e anestesiar temporariamente o nervo facial, que é motor. O resultado pode ser queda da pálpebra, desvio da boca, dificuldade para fechar o olho e assimetria facial, geralmente reversível em poucas horas. O ponto importante é o mecanismo: não se trata de uma lesão definitiva do nervo, mas de uma difusão inadequada do anestésico para a área onde o nervo facial passa dentro da parótida. Por isso, o quadro assusta bastante, mas costuma desaparecer espontaneamente quando o efeito da droga passa. Em geral, o manejo é tranquilizar o paciente, proteger o olho se houver lagoftalmo e observar a regressão. O gabarito é a alternativa C porque ela descreve exatamente a situação anatômica que favorece esse acidente: a agulha foi introduzida muito anteriormente, antes da borda anterior do ramo da mandíbula, alcançando região próxima ao trajeto do nervo facial. Ou seja, a técnica saiu do trilho e o anestésico foi parar onde não devia. A banca costuma cobrar esse detalhe anatômico para testar se você sabe diferenciar complicações sensitivas de complicações motoras. Em prova, lembre da lógica: anestesia prolongada e parestesia apontam mais para lesão neurossensitiva, enquanto a paralisia facial temporária é um acidente motor, típico de difusão para a parótida. Se a face 'cai' logo após a anestesia, pense em erro de trajeto ou deposição indevida da solução anestésica.

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