Uma empresa pública responsável pela distribuição de medicamentos essenciais para hospitais enfrenta sérios desafios relacionados à previsão inadequada de consumo e ao planejamento da quantidade de compra. Em um dos casos observados, medicamentos com baixa rotatividade foram adquiridos em excesso, resultando em vencimentos e aumento de custos com descarte. Simultaneamente, medicamentos de alta demanda frequentemente se esgotam antes da reposição, prejudicando o atendimento hospitalar e comprometendo a saúde dos pacientes. Para enfrentar esses problemas, a empresa busca adotar práticas alinhadas ao processo de previsão do consumo do material, otimizando o planejamento e garantindo, ainda, maior eficiência no abastecimento. Diante desse cenário, qual das seguintes práticas está mais alinhada ao processo de previsão do consumo do material?
- A)Determinar a periodicidade para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados, levando em consideração critérios qualitativos.
Errada, porque trata de avaliação periódica dos estoques, mas não da previsão do consumo nem do cálculo da quantidade de compra.
- B)Adotar pedidos padronizados em grandes volumes para aproveitar descontos por quantidade, mesmo que a demanda de cada item não seja considerada.
Errada, pois privilegia compras grandes e padronizadas sem considerar a demanda de cada item, o que pode aumentar excesso e vencimento.
- C)Estabelecer os custos de armazenagem e estocagem do material, bem como controlar os estoques de produtos acabados em termos de quantidade e valor.
Errada, porque foca em custos de armazenagem e controle contábil de estoques, não na previsão do consumo do material.
- D)Calcular a quantidade de compra com base em uma análise detalhada da demanda histórica, sazonalidade e no prazo de reposição, evitando excesso ou falta de materiais.
Certa, porque usa demanda histórica, sazonalidade e prazo de reposição para calcular a compra de forma compatível com o consumo esperado.
Gabarito: D
Na gestão de estoques, prever consumo não é adivinhar o futuro com bola de cristal, mas usar dados para estimar quanto vai sair, quando vai sair e com que velocidade. Isso é essencial especialmente em medicamentos, porque excesso gera vencimento e descarte, enquanto falta compromete o atendimento e pode até afetar a saúde dos pacientes. Em concurso, a ideia central costuma ser: previsão do consumo + cálculo da quantidade de compra + prazo de reposição. Para fazer isso direito, você olha histórico de demanda, sazonalidade, tendência e o tempo de reposição do fornecedor. Assim, evita comprar demais de itens de baixa rotatividade e evita ruptura nos itens de alta demanda. É o tipo de decisão que transforma estoque de problema em estoque de apoio ao serviço. A alternativa D traduz exatamente esse raciocínio: calcular a quantidade de compra com base em análise detalhada da demanda histórica, sazonalidade e prazo de reposição. Isso é previsão de consumo aplicada ao planejamento de compras, com foco em equilíbrio entre excesso e falta. Já as outras opções falam de controle de estoque, periodicidade de avaliação, custos de armazenagem ou compra em grande volume, mas não enfrentam o núcleo do enunciado, que é prever consumo para planejar quanto comprar. Em doutrina de administração de materiais, esse vínculo entre previsão de demanda e reposição é básico para o dimensionamento de estoques e definição do ponto de ressuprimento.