Em um projeto de gestão ambiental, um analista utiliza Sistemas de Informações Geográficas (SIG) para determinar as áreas prioritárias para a restauração florestal em uma bacia hidrográfica. Nesse contexto, qual etapa reflete o uso dessa ferramenta no processo?
- A)O uso exclusivo de imagens de satélite para identificar áreas degradadas, sem validação em campo ou cruzamento de dados.
Errada, porque usar só imagem de satélite sem cruzar dados nem validar em campo empobrece a análise e não traduz o uso completo de um SIG.
- B)A criação de mapas estáticos com base em dados históricos, sem a necessidade de integração com outras informações.
Errada, porque SIG vai além de mapa estático e depende da integração de diferentes informações para análise espacial e tomada de decisão.
- C)A integração de dados de uso e ocupação do solo, declividade, proximidade de corpos hídricos e áreas protegidas, seguida de análise multicritério para priorização das áreas.
Certa, porque descreve exatamente a integração de camadas espaciais e a análise multicritério para definir prioridades de restauração.
- D)A aplicação de critérios subjetivos baseados na percepção do analista, sem a necessidade de análise geoespacial.
Errada, porque a decisão baseada só na percepção do analista dispensa a análise geoespacial, o que contraria a lógica do SIG.
Gabarito: C
Em SIG, voce nao olha só para um mapa bonitinho: voce cruza camadas de informação para apoiar decisões espaciais. A ideia central é combinar dados diferentes, como relevo, uso do solo, hidrografia e áreas protegidas, para enxergar onde o problema é maior e onde a intervenção pode gerar mais resultado. No caso da restauração florestal em uma bacia hidrográfica, faz sentido juntar variáveis que influenciam a prioridade de recuperação. Áreas com maior declividade, perto de corpos hídricos, com uso do solo degradado e em zonas ambientalmente sensíveis tendem a exigir atenção especial. O SIG entra justamente para integrar essas camadas e produzir uma análise espacial consistente. Por isso o gabarito é a letra C. Ela descreve uma etapa típica do uso de SIG: integração de dados georreferenciados e aplicação de análise multicritério para priorização. Isso é bem diferente de simplesmente visualizar um mapa ou depender de impressão pessoal. Em gestão ambiental, a lógica é transformar dados em decisão, não em chute com cara de mapa. Como base conceitual, a literatura de geoprocessamento trata SIG como um sistema para capturar, armazenar, manipular, analisar e apresentar dados espaciais. Em concursos, a banca costuma cobrar exatamente essa ideia: o SIG como ferramenta de análise integrada, especialmente quando a questão fala em priorização, seleção de áreas ou apoio à decisão.