O sensoriamento remoto é uma tecnologia essencial para a coleta de dados sobre a superfície da Terra sem a necessidade de contato físico. Ele utiliza diferentes tipos de sensores e técnicas para registrar e analisar informações, sendo amplamente aplicado em áreas como agricultura, meteorologia, ecologia e planejamento urbano. Para criar modelos 3D de superfícies a partir de imagens de sensoriamento remoto, deve-se utilizar:
- A)radiometria digital (DDR);
Errada, porque radiometria digital mede a intensidade da energia registrada, mas não é a técnica usada para modelagem 3D de superfícies.
- B)GPS (em inglês, Global Positioning System);
Errada, porque o GPS serve para posicionamento e georreferenciamento, não para reconstruir a forma tridimensional da superfície.
- C)sensoriamento passivo;
Errada, porque sensoriamento passivo apenas capta a energia natural refletida ou emitida, sem fornecer por si só a profundidade necessária ao modelo 3D.
- D)LIDAR (Light Detection and Ranging);
Certa, porque o LIDAR usa laser e mede distâncias com alta precisão, permitindo gerar modelos tridimensionais de superfície.
- E)multispectral scanning.
Errada, porque o multispectral scanning é voltado à análise em múltiplas bandas espectrais, mas não é a técnica clássica para modelagem 3D.
Gabarito: D
Sensoriamento remoto é, em resumo, a arte de obter informações da superfície terrestre sem encostar nela. Os sensores podem captar energia refletida, emitida ou até sinais ativos enviados pelo próprio equipamento, e depois transformar isso em dados úteis para mapas, análises ambientais e modelagem espacial. É o famoso olhar de longe, mas com muita precisão. Quando a questão fala em criar modelos 3D de superfícies a partir de imagens ou dados de sensoriamento remoto, o recurso clássico é o LIDAR. Ele emite pulsos de laser e mede o tempo de retorno, permitindo calcular distâncias com alta precisão e reconstruir a forma do terreno, da vegetação e de estruturas urbanas. Por isso ele é muito usado em topografia, florestas e planejamento urbano. A lógica aqui é simples: para gerar relevo e volumetria em 3D, você precisa de dados de distância e profundidade, e não apenas de imagens coloridas ou de posição geográfica. O LIDAR entrega justamente isso, funcionando como uma “régua a laser” de alta tecnologia. Em termos doutrinários, ele integra o grupo dos sensores ativos, pois a própria plataforma emite energia para obter o retorno. As demais alternativas misturam conceitos importantes, mas não fazem esse papel específico. GPS localiza pontos, radiometria trata da medição da energia, sensoriamento passivo depende da energia natural e o multispectral scanning trabalha com várias faixas do espectro, útil para classificação, mas não é o instrumento típico para reconstrução 3D de superfícies.