A sucessão estratigráfica é um auxilio fundamental para o trabalho de reconstituição da geologia histórica de paleoambiente. Utilizando esses princípios, é possível comparar as condições originais de deposição com modificações humanas, a fim de realizar verificações de danos ambientais produzidos por atividades irregulares, tais como garimpos. Os princípios básicos da estratigrafia determinam que:
- A)a maior quantidade de conteúdo fossilífero indica que o estrato estava sob clima quente e úmido;
Errada: a quantidade de fósseis não permite concluir, por si só, que o clima era quente e úmido.
- B)a maior quantidade de conteúdo fossilífero indica que o estrato estava sob clima frio e seco;
Errada: também não existe relação direta e automática entre maior conteúdo fossilífero e clima frio e seco.
- C)em uma sequência sedimentar sem perturbação tectônica, o estrato mais antigo está superposto pelo mais novo;
Certa: em sequência sedimentar sem perturbação tectônica, vale o princípio da superposição, com os estratos mais antigos abaixo dos mais novos.
- D)em uma sequência sedimentar sem perturbação tectônica, o estrato mais novo está superposto pelo mais antigo;
Errada: essa afirmação inverte a superposição e contraria o princípio estratigráfico básico.
- E)a espessura dos estratos de uma rocha sedimentar está associada à taxa de subsidência da bacia.
Errada: a espessura pode se relacionar com a subsidência, mas isso não é um princípio básico da estratigrafia cobrado como regra geral aqui.
Gabarito: C
A estratigrafia estuda a ordem de deposição das camadas de rochas sedimentares e ajuda a reconstruir a história geológica de uma área. O princípio mais cobrado aqui é o da superposição: em uma sequência sedimentar que não foi mexida por tectonismo, dobra, falha ou inversão, as camadas de baixo são mais antigas e as de cima são mais novas. É quase como uma pilha bem arrumada: o que foi colocado primeiro fica embaixo, e o que veio depois, em cima. Por isso, o gabarito é a alternativa C, porque ela descreve exatamente essa regra básica da estratigrafia. Se a sequência não sofreu perturbação tectônica, você consegue inferir a idade relativa dos estratos apenas olhando a posição deles. Esse raciocínio é a base da geologia histórica, usada para interpretar paleoambientes e também para comparar condições naturais com alterações provocadas por atividade humana. Vale lembrar que fósseis, sozinhos, não servem para dizer que o clima era quente, frio, seco ou úmido apenas pela quantidade. Fóssil ajuda mais na correlação de idades e na interpretação ambiental quando analisado junto com o tipo de sedimento, estrutura e outros indicadores. Em resumo: estratigrafia não é chute, é ordem de empilhamento. Se a camada não foi bagunçada pela tectônica, a lógica é simples e muito cobrada em prova.