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Geologia · FGV · 2025

Questão comentada de Geologia

A sucessão estratigráfica é um auxilio fundamental para o trabalho de reconstituição da geologia histórica de paleoambiente. Utilizando esses princípios, é possível comparar as condições originais de deposição com modificações humanas, a fim de realizar verificações de danos ambientais produzidos por atividades irregulares, tais como garimpos. Os princípios básicos da estratigrafia determinam que:

Gabarito: C

A estratigrafia estuda a ordem de deposição das camadas de rochas sedimentares e ajuda a reconstruir a história geológica de uma área. O princípio mais cobrado aqui é o da superposição: em uma sequência sedimentar que não foi mexida por tectonismo, dobra, falha ou inversão, as camadas de baixo são mais antigas e as de cima são mais novas. É quase como uma pilha bem arrumada: o que foi colocado primeiro fica embaixo, e o que veio depois, em cima. Por isso, o gabarito é a alternativa C, porque ela descreve exatamente essa regra básica da estratigrafia. Se a sequência não sofreu perturbação tectônica, você consegue inferir a idade relativa dos estratos apenas olhando a posição deles. Esse raciocínio é a base da geologia histórica, usada para interpretar paleoambientes e também para comparar condições naturais com alterações provocadas por atividade humana. Vale lembrar que fósseis, sozinhos, não servem para dizer que o clima era quente, frio, seco ou úmido apenas pela quantidade. Fóssil ajuda mais na correlação de idades e na interpretação ambiental quando analisado junto com o tipo de sedimento, estrutura e outros indicadores. Em resumo: estratigrafia não é chute, é ordem de empilhamento. Se a camada não foi bagunçada pela tectônica, a lógica é simples e muito cobrada em prova.

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