As rochas são agrupadas em três grupos genéticos: sedimentares, magmáticas (ou ígneas) e metamórficas. Para cada grupo de rochas, existem diferentes tipos de texturas e estruturas que caracterizam sua gênese, além de tabelas e diagramas específicos que permitem individualizar cada espécie litológica a partir de sua mineralogia. Sobre as características gerais das rochas, assinale a afirmativa correta.
- A)Nas rochas metamórficas, o prefixo “para” é designado para litotipos, cujo protólito é de origem magmática.
Errada, porque o prefixo “para” indica protólito sedimentar, enquanto protólito magmático costuma receber o prefixo “orto”.
- B)As rochas sedimentares clásticas são agrupadas de acordo com o tamanho de seus grãos, em ordem crescente, como: ruditos; arenitos; e, lutitos.
Errada, porque a ordem crescente do tamanho dos grãos é lutitos, arenitos e ruditos, e não o contrário.
- C)Uma rocha sedimentar com boa maturidade textural apresenta bom grau de selecionamento e de arredondamento, além de alta porcentagem de matriz.
Errada, porque boa maturidade textural implica bom selecionamento e bom arredondamento, mas baixa quantidade de matriz, não alta.
- D)Na classificação não-sistemática das rochas metamórficas, quando há feições preservadas do protólito, o prefixo “meta” é acrescido ao nome original dos respectivos protólitos.
Certa, porque quando a rocha metamórfica preserva traços do protólito, usa-se o prefixo “meta” ao nome original.
- E)A maneira como se dá o resfriamento do magma define as possíveis texturas presentes nas rochas magmáticas. A textura fanerítica, por exemplo, caracteriza rochas cujos grãos são visíveis a olho nu. A textura equigranular é observada em rochas magmáticas com trama de tamanho variável.
Errada, porque a textura fanerítica é de cristais visíveis a olho nu, mas a equigranular se refere a cristais com tamanhos semelhantes, não variáveis.
Gabarito: D
As rochas podem ser organizadas em sedimentares, magmáticas e metamórficas, e cada grupo tem jeitos bem próprios de se formar e de “contar sua história” pela textura e estrutura. Nas sedimentares, por exemplo, o tamanho dos grãos, o grau de seleção e o arredondamento ajudam bastante na classificação. Nas magmáticas, a velocidade de resfriamento do magma controla o tamanho dos cristais, por isso uma rocha de resfriamento lento tende a ter cristais visíveis a olho nu, enquanto o resfriamento rápido gera cristais muito pequenos. No caso das rochas metamórficas, um detalhe clássico é a relação com o protólito, isto é, a rocha original antes do metamorfismo. Quando a classificação não-sistemática preserva feições do protólito, usa-se o prefixo “meta” antes do nome original, como em metassedimento ou metabasalto. É uma forma de dizer: “a rocha mudou, mas ainda dá para reconhecer de onde veio”. Por isso, o item D está correto. Ele descreve exatamente essa regra de nomenclatura para rochas metamórficas com herança do protólito. A banca costuma cobrar essa ideia porque ela aparece em petrologia básica e ajuda a interpretar o vínculo entre origem e transformação da rocha. Vale só guardar a lógica geral: sedimentar depende muito de granulometria e transporte; magmática depende do resfriamento; metamórfica depende da transformação da rocha anterior. Se você encaixar esses três blocos, muita questão dessa parte fica bem mais amigável.