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Geologia · FGV · 2025

Questão comentada de Geologia

A perícia na área da geologia por vezes pode utilizar a comparação entre a idade de uma rocha encontrada em uma cena criminal e a idade de outra amostra existente em determinada jazida, a fim de determinar a área fonte do ilícito. Diferentes métodos de datação absoluta são utilizados na geologia atualmente, sendo os mais comuns os que se baseiam na relação isotópica entre os elementos químicos presentes nos minerais que compõem determinada rocha. Um dos procedimentos de datação mais utilizados é o Método K-Ar, que tem aplicação direcionada para a determinação da idade:

Gabarito: D

O método K-Ar é um clássico da datação radiométrica e funciona com a desintegração do potássio-40 em argônio-40. A lógica é simples: quando o mineral se forma, o argônio tende a ficar “preso” na estrutura cristalina em quantidades muito pequenas; depois que a rocha esfria, esse sistema passa a registrar o tempo geológico. Por isso, ele é muito usado em rochas ígneas e metamórficas, especialmente vulcânicas, para estimar quando elas se resfriaram abaixo da temperatura de fechamento do mineral. Na prática, isso significa que o método não mede a idade de sedimentação, nem de material orgânico, nem de processos superficiais como exposição ao sol. Ele mede o tempo desde o fechamento do sistema isotópico, isto é, desde que o mineral deixou de trocar argônio com o ambiente. É uma espécie de relógio geológico que começa a contar quando a rocha “esfria e tranca a porta”. Por isso, o gabarito é a alternativa D. O método K-Ar tem aplicação direcionada para determinar a idade de resfriamento de corpos ígneos, em especial rochas vulcânicas e minerais ricos em potássio, como mica e feldspato. Esse é o uso mais tradicional em geologia e também em investigações forenses, quando se quer comparar a origem de fragmentos minerais ou rochosos. Como base doutrinária, a geocronologia radiométrica reconhece o K-Ar como técnica adequada para datação de eventos de cristalização/resfriamento em rochas ígneas, e não para processos deposicionais recentes. Em concurso, sempre desconfie quando a banca tentar empurrar um método isotópico para fenômenos sedimentares ou biológicos: parece plausível, mas não é o alvo do relógio.

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